Der Hund von Baskerville é um filme mudo alemão lançado de 1914 a 1920 (dividido em 6 partes), produzido pela Deutsche Vitaskop Production e Greenbaum-Film GmbH.
Adaptação do romance de Sir Arthur Conan Doyle: The Hound of the Baskervilles (1901).
Parte 1 - O inimigo de Holmes, Stapleton, ameaça Lord Henry e sua noiva Laura Lyons, disfarçando-se de Holmes e utilizando passagens ocultas, bombas manuais e dispositivos mecânicos.
Fontes: IMDb e arthur-conan-doyle.com
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O 'temível' demônio do pântano é um dogue alemão mto brincalhão e amigável
Se possível LEIA O LIVRO ANTES DE VER ESSE FILME.
Esqueça o que diz a sinopse (retirada do DVD Sherlock Holmes no Cinema Mudo), essa versão não é nada fiel ao romance de Conan Doyle. Ela começa de forma bem interessante, mostrando durante os créditos iniciais imagens do diretor e do roteirista (até onde sei é o único filme da história que faz isso). Mas logo percebemos que ele desviará muito da fonte original, já que, ao contrário do livro NÃO É UMA HISTÓRIA DE MISTÉRIO!
O criminoso é revelado nos primeiros minutos (!) e o cão (que nada tem de assustador) tem pouca relevância na história. Do mesmo jeito o Dr. Watson vira uma espécie de mordomo idoso de Holmes e só faz uma ponta. Bem diferente do livro onde ele tem uma participação bem mais importante. Também há um romance entre dois personagens que sequer se encontram no livro.
Uma das primeiras versões para o cinema do romance policial “O cão dos Baskerville”, do escritor e médico Sir Arthur Conan Doyle, publicado em 1902 e que se tornou o livro mais conhecido com o personagem do investigador britânico Sherlock Holmes. O filme é uma adaptação do livro e da peça de Richard Oswald (roteirista, produtor e diretor austro-húngaro, que realizou filmes na Alemanha e nos Estados Unidos, inclusive dirigiu uma das versões de “O cão dos Baskerville”, de 1929).
Considerado perdido, essa produção alemã de 1914 foi reconstruída em 2005 a partir de uma cópia com cenas deterioradas, que estavam em Moscou. É um típico exemplar do cinema mudo, tão distante do que vivemos hoje: preto-e-branco, com trilha no fundo, cenas rápidas, variedade de filtros (dourado, roxo, azul), entremeadas por caixas de textos que explicam passagens e situações. Ou seja, uma relíquia cinematográfica para apreciadores, somente agora disponibilizada no Brasil, numa cópia boa para os padrões da época.
É uma história policial com suspense e que incursiona pelo terror sobrenatural – Sherlock investiga um caso de assassinato possivelmente envolvendo um cachorro diabólico, que aparece pelo pântano e some sem deixar vestígios. No meio da trama haverá outros conflitos do universo de Holmes, como disputa de bens materiais do falecido, traições etc
Houveram dezenas de versões do livro, as mais famosas são a norte-americana de 1939, de Sidney Lanfield, com Basil Rathbone, e a britânica de 1959, dirigida por Terence Fisher, com Peter Cushing e Christopher Lee; teve até no gênero da comédia, além de telefilmes e minisséries. Esta aqui, de 1914, é curiosa e pouco conhecida; foi dirigida e produzida por Rudolf Meinert, um cineasta austro-húngaro dos primórdios do cinema, de origem judia, que realizou muitos filmes na Alemanha entre 1913 e 1935. Morreu os 60 anos no Holocausto, quando levado ao campo de concentração de Majdanek, na Polônia, em 1943.
Saiu no box “Sherlock Holmes no cinema mudo”, lançado mês passado pela Obras-primas do Cinema, contendo duas versões de “O cão dos Baskerville” (1914 e 1929) e duas de “Sherlock Holmes” (1916 e 1922). Nos discos, muitos extras e também acompanham cards.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Uma adaptação bem rasa de uma famosa obra de Sir Arthur Conan Doyle. O Sherlock Holmes é praticamente um figurante de luxo nessa versão, mas ela merece ser vista por seu valor histórico: passou anos sendo considerada uma obra perdida, até que foi encontrada, mas totalmente fora de ordem. Restaurá-la e montá-la foi um processo bem dificultoso.
Assista sem grandes expectativas e se divirta.