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Outros títulos
A Fuga do Capitão Volkonogov - Brasil
Captain Volkonogov Escaped - Reino Unido
Sinopse
Capitão Fyodor Volkonogov, um respeitado agente da URSS, é alvo de uma conspiração política. Vulnerável e sem esperança, Fyodor precisa encontrar uma pessoa que lhe conceda o perdão. Mas o tempo está se esgotando.
Esteticamente muito bonito. Um retrato do Grande Expurgo, período de dois anos em que a polícia secreta da NKVD deteve mais de 1,5 milhões de pessoas, das quais cerca de 700 mil foram executadas, uma média de 1 000 execuções por dia.
- uma busca desesperada por redenção após perceber todas as atrocidades que cometeu - não mostra como chegaram ali, mas parece quase que uma lavagem cerebral feita desde cedo, como a juventude hitlerista ou sionismo - pesado tanto psicologicamente quanto visualmente - ótima escolhas de roteiro e que fotografia excelente! - feito pela russia, sem estadunidense querendo meter bedelho sobre cultura dos outros, ai eu gostei
O mais impactante é saber que a idolatria ao totalitarismo continua presente. Basta observar o levante feito no Brasil quando a Ucrânia foi invadida. Os alienados de ambos os "supostos lados" festejaram acreditando ser a vitória de um aliado. Foi patético . Em relação a abordagem do filme, conheço muitos que chegam a negar que existiram esses fatos históricos, fatos estes que foram revelados pelo próprio sistema. Há, ainda, os que chegam a defender Stalinismo e suas práticas. São essas pessoas que dão suporte a tudo de pior que vinga no mundo. Este filme aborda com precisão inúmeros registros que já conhecia por conta de pesquisas, mas vai além ao mostrar a insanidade real, ao dar movimento as palavras. São momentos extremos que abalam qualquer pessoa. Produção excelente.
O filme "O Capitão Soviético" (2021) nos transporta para um dos períodos mais sombrios da história: a era de Stalin, em que a União Soviética enfrentava não apenas guerras externas, mas um regime interno marcado pela repressão, perseguições e extermínio de milhões de pessoas.
A trama se desenvolve no ano de 1938, um período em que o Exército Vermelho se consolidava como uma das forças militares mais poderosas do mundo. Entretanto, por trás das conquistas militares havia uma máquina política brutal, que não tolerava dissidências e que torturava e matava cidadãos soviéticos considerados suspeitos ou possíveis opositores ao sistema.
Em meio ao embate do dever e da consciência, acompanhamos a trajetória do jovem Capitão Volkonogov, um oficial leal até o momento em que, ao perceber as consequências brutais das atrocidades cometidas em prol do Regime, descobre-se assombrado pela culpa e inicia uma jornada de fuga. Daí em diante o tom da narrativa torna-se mais introspectivo, pontuando as transformações internas do personagem e sua busca desesperada por redenção.
No caso de "O Capitão Soviético", a linguagem visual (crua e gráfica) é fundamental para criar a imersão e o impacto emocional esperados. A partir do segundo ato, os diálogos tornam-se mais escassos, dando lugar a muitos momentos de silêncio. A fotografia escura e os enquadramentos claustrofóbicos reforçam a sensação da falta de liberdade. Pequenos detalhes visuais comunicam o estado psicológico do personagem, sem necessidade de palavras.
A direção do filme é firme e precisa, nos inserindo no universo complexo do personagem sem excessos de carga dramática, apesar do roteiro dolorosamente realista. Todo o elenco é magnífico, com destaque para Yura Borisov (Capitão Volkonogov) e Timofei Tribunzew (Major Golovnya).
Da trama emergem questões profundas sobre moralidade, culpa e perdão. É inquietante constatar que se pode fugir de quase tudo, menos de si mesmo... e que, onde reside a culpa pode não haver espaço para a absolvição.
Eis um filme admirável com a marca registrada do cinema soviético: introspectivo, filosófico, impactante.
Esteticamente muito bonito. Um retrato do Grande Expurgo, período de dois anos em que a polícia secreta da NKVD deteve mais de 1,5 milhões de pessoas, das quais cerca de 700 mil foram executadas, uma média de 1 000 execuções por dia.
- uma busca desesperada por redenção após perceber todas as atrocidades que cometeu
- não mostra como chegaram ali, mas parece quase que uma lavagem cerebral feita desde cedo, como a juventude hitlerista ou sionismo
- pesado tanto psicologicamente quanto visualmente
- ótima escolhas de roteiro e que fotografia excelente!
- feito pela russia, sem estadunidense querendo meter bedelho sobre cultura dos outros, ai eu gostei
Deus abençoe a América. Mas sinceramente, o filme é um sonífero daqueles potentes.
O mais impactante é saber que a idolatria ao totalitarismo continua presente. Basta observar o levante feito no Brasil quando a Ucrânia foi invadida. Os alienados de ambos os "supostos lados" festejaram acreditando ser a vitória de um aliado. Foi patético .
Em relação a abordagem do filme, conheço muitos que chegam a negar que existiram esses fatos históricos, fatos estes que foram revelados pelo próprio sistema.
Há, ainda, os que chegam a defender Stalinismo e suas práticas. São essas pessoas que dão suporte a tudo de pior que vinga no mundo.
Este filme aborda com precisão inúmeros registros que já conhecia por conta de pesquisas, mas vai além ao mostrar a insanidade real, ao dar movimento as palavras. São momentos extremos que abalam qualquer pessoa. Produção excelente.
O filme "O Capitão Soviético" (2021) nos transporta para um dos períodos mais sombrios da história: a era de Stalin, em que a União Soviética enfrentava não apenas guerras externas, mas um regime interno marcado pela repressão, perseguições e extermínio de milhões de pessoas.
A trama se desenvolve no ano de 1938, um período em que o Exército Vermelho se consolidava como uma das forças militares mais poderosas do mundo. Entretanto, por trás das conquistas militares havia uma máquina política brutal, que não tolerava dissidências e que torturava e matava cidadãos soviéticos considerados suspeitos ou possíveis opositores ao sistema.
Em meio ao embate do dever e da consciência, acompanhamos a trajetória do jovem Capitão Volkonogov, um oficial leal até o momento em que, ao perceber as consequências brutais das atrocidades cometidas em prol do Regime, descobre-se assombrado pela culpa e inicia uma jornada de fuga. Daí em diante o tom da narrativa torna-se mais introspectivo, pontuando as transformações internas do personagem e sua busca desesperada por redenção.
No caso de "O Capitão Soviético", a linguagem visual (crua e gráfica) é fundamental para criar a imersão e o impacto emocional esperados. A partir do segundo ato, os diálogos tornam-se mais escassos, dando lugar a muitos momentos de silêncio. A fotografia escura e os enquadramentos claustrofóbicos reforçam a sensação da falta de liberdade. Pequenos detalhes visuais comunicam o estado psicológico do personagem, sem necessidade de palavras.
A direção do filme é firme e precisa, nos inserindo no universo complexo do personagem sem excessos de carga dramática, apesar do roteiro dolorosamente realista. Todo o elenco é magnífico, com destaque para Yura Borisov (Capitão Volkonogov) e Timofei Tribunzew (Major Golovnya).
Da trama emergem questões profundas sobre moralidade, culpa e perdão. É inquietante constatar que se pode fugir de quase tudo, menos de si mesmo... e que, onde reside a culpa pode não haver espaço para a absolvição.
Eis um filme admirável com a marca registrada do cinema soviético: introspectivo, filosófico, impactante.