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Um filme baseado no romance de Rubem Fonseca. Um detetive é encarregado de investigar a morte de uma jovem. Desiludido com a condução do inquérito tradicional, ele adota uma forma inusitada de investigação à caça do criminoso. Ao encontrar seu principal suspeito, ele se depara com uma questão moral: o hiato entre a justiça e a lei.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Assisti com o título “Questão Moral”. O início até promete, mas a narrativa vai ficando confusa, chatinha e vazia, com um roteiro que tenta filosofar sobre a moral, liberdade e suas consequências, mas não chega a lugar algum. A trilha esquisita piora a situação. Não é péssimo, mas eu diria que ficou mais pra menos que pra mais.
Assisti essa semana na TV Brasil. Esse filme parece uma incógnita, de tão estranho e misterioso. A começar que existem dois títulos em português para ele, sendo esse "O Caso Morel" o mesmo título do romance do qual é livremente adaptado, e "Questão Moral", título pelo qual é exibido na TV Brasil. Nenhum dos dois nem constam na filmografia do Daniel Dantas, sendo que ele é um dos atores principais.
No IMDB informa que no elenco aparecem artistas como Fernanda Torres, Gabriela Duarte, Antonio Abujamra e Marcelia Cartaxo, sendo que não os vi em hora nenhuma, e nem nos créditos finais esses nomes aparecem. E quando há participações não creditadas nos filmes, o IMDB costuma especificar isso.
Esse filme tem jeito de ter sido um fracasso e passado despercebido por aqui, então deram outro título e até ao passar na TV Brasil é divulgado como sendo de 2010. Essa diretora desconhecida só dirigiu esse filme e não fez mais nada depois.
Sobre a história, não curti a narrativa, que pouca atenção desperta. Um filme que tenta ser um suspense policial investigativo sobre a morte de alguém deveria ser muito mais dinâmico e interessante. O filme permanece morno (pra não dizer frio) do começo ao final, e nem as boas presenças do elenco melhoram as coisas. Os dois principais (Marco Ricca e Daniel Dantas) se esforçam mais não chegam a lugar nenhum, e as três belas atrizes (Rita Guedes, Mylla Christie e Vanessa Lóes) são desperdiçadas em personagens que oscilam entre vulgares, bizarras e intrigantes, sendo a Joana (personagem da Mylla) a mais interessante.
Enfim, uma obscura perda de tempo.