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Outros títulos
Drácula - O Vampiro do Sexo - Brasil
The Whip and the Body - Estados Unidos da América
What - Estados Unidos da América
The Whip and the Flesh - Estados Unidos da América
Le Corps et le Fouet - França
Sinopse
No século XIX, um nobre sádico aterroriza os membros de sua família. Ele é encontrado morto, mas seu fantasma retorna para assombrar os residentes de seu castelo.
A falta de recursos em O Chicote e o Corpo é notória desde o início do longa, então o diretor acaba por apostar na ambientação, que é ótima, passando um clima bastante sombrio, somado com uma trilha sonora com tons góticos que combinam bastante com o tom do filme. Um outro ponto de destaque além da ambientação é a presença de Christopher Lee no elenco, o seu personagem ao mesmo tempo que causa repudia, consegue também causar fascínio. Agora o excesso do uso do som vento é cansativo demais e acaba incomodando ao invés de alimentar a imersão. Após os primeiros 30 minutos, o filme acaba perdendo um pouco de força no desenrolar e isso influi diretamente no resultado, já que o desfecho não chega a ser ruim, mas acaba não compensando tanto a jornada, sem contar que é bastante previsível, até mais para espectadores não tão calejados. Enfim, O Chicote e o Corpo tem alguns méritos e vale a pena para quem deseja conhecer ainda mais a carreira do diretor, mas sem dúvidas que existes coisas mais interessantes em sua filmografia.
La Frusta e il Corpo de 1963, ou The Whip and the Body, ou até como ficou no Brasil O Chicote e o Corpo, o filme até tem uma boa ambientação, com uma fotografia dark interessante, principalmente nas cenas dentro do castelo, com bastante sombra e aquele clima gótico que combina com a proposta, porém os personagens são muito fracos, e somente Kurt Menliff (Christopher Lee) não conseguiu segurar a trama, já que, inclusive,
durante boa parte do filme ele dá uma sumida, e quem aparece mais é
Nevenka (Daliah Lavi), que acaba tendo mais tempo de tela, mas mesmo assim não consegue sustentar tanto interesse sozinha.
Apesar do filme ser até que curto, com pouco menos de uma hora e meia, eu achei que poderia ter uns 20 minutos a menos, porque o diálogo é bem fraco, e a obra tem grandes momentos sem falas, o que deixa várias cenas se arrastando mais do que deveriam, visto que o arquivo de legenda tem apenas 466 linhas, o que já mostra como tem pouco diálogo ao longo do filme. Isso acaba deixando a sensação de que várias partes poderiam ter sido cortadas sem fazer falta, deixando a história mais direta.
Enfim, acho que dava para ter um resultado minimamente razoável com o que tinha em mãos, porque a ambientação é boa e a ideia também não é ruim, mas ficou aquém do esperado. Mario Bava e Christopher Lee já fizeram coisa muito melhor, ambos, e aqui faltaram mais elementos para ajudar eles, principalmente personagens secundários mais interessantes e um roteiro mais trabalhado, porque do jeito que ficou, parece que tudo depende de poucos pontos, e os outros personagens não ajudaram a sustentar o filme.
Aparentemente é esse filme que a Emerald Fennell quer fazer com a adaptação dela de "Wuthering Heights". Talvez fosse melhor ela ter feito um remake desse aqui.
Piadas à parte, esse é meu primeiro Mario Bava e, eu imagino que não seja o "típico" filme dele, mas assisti por indicação de um amigo e fiquei pensando como foi a recepção de um filme com essa temática em 1963 rs. Aparentemente, Bava até usou um pseudônimo na época. Mas tudo isso eu descobri depois de assistir. Existe um charme em assistir esses filmes que não são tão comentados sem saber quase nada sobre eles.
E eu não tinha como não gostar desse filme. Me senti assistindo um clássico conto gótico que tem TODAS as características necessárias: o mistério, o sobrenatual, as ambiguidades, a relação entre o desejo pelo proibido e os limites sociais, o jogo de sedução entre a bela e o "monstro", isso além do cenário do século 19. Os cenários e a cinematografia são belíssimos, o uso de luz e sombra produz uma narrativa visual ótima, a trilha sonora também é um espetáculo à parte. Para nós hoje, talvez muito da tensão e do suspense não funcione, mas eu achei que o filme trabalha muito bem a tensão, o horror e a paranoia. Fora o prazer de ver um jovem Christopher Lee atuando. Enfim, uma pérola!
O que me pegou é aquela dublagem estranha que já encontrei outras vezes nesses filmes italianos falados em inglês. Mas dá pra curtir o filme assim mesmo.
E eu tenho certeza que várias personagens do desenhista e roteirista ítalo-brasileiro Eugênio Colonnese foram baseadas na Daliah Lavi, especialmente neste filme. Impossível não ser!
A falta de recursos em O Chicote e o Corpo é notória desde o início do longa, então o diretor acaba por apostar na ambientação, que é ótima, passando um clima bastante sombrio, somado com uma trilha sonora com tons góticos que combinam bastante com o tom do filme. Um outro ponto de destaque além da ambientação é a presença de Christopher Lee no elenco, o seu personagem ao mesmo tempo que causa repudia, consegue também causar fascínio. Agora o excesso do uso do som vento é cansativo demais e acaba incomodando ao invés de alimentar a imersão. Após os primeiros 30 minutos, o filme acaba perdendo um pouco de força no desenrolar e isso influi diretamente no resultado, já que o desfecho não chega a ser ruim, mas acaba não compensando tanto a jornada, sem contar que é bastante previsível, até mais para espectadores não tão calejados. Enfim, O Chicote e o Corpo tem alguns méritos e vale a pena para quem deseja conhecer ainda mais a carreira do diretor, mas sem dúvidas que existes coisas mais interessantes em sua filmografia.
** (Regular)
barulho de vento o filme todo
La Frusta e il Corpo de 1963, ou The Whip and the Body, ou até como ficou no Brasil O Chicote e o Corpo, o filme até tem uma boa ambientação, com uma fotografia dark interessante, principalmente nas cenas dentro do castelo, com bastante sombra e aquele clima gótico que combina com a proposta, porém os personagens são muito fracos, e somente Kurt Menliff (Christopher Lee) não conseguiu segurar a trama, já que, inclusive,
durante boa parte do filme ele dá uma sumida, e quem aparece mais é
Apesar do filme ser até que curto, com pouco menos de uma hora e meia, eu achei que poderia ter uns 20 minutos a menos, porque o diálogo é bem fraco, e a obra tem grandes momentos sem falas, o que deixa várias cenas se arrastando mais do que deveriam, visto que o arquivo de legenda tem apenas 466 linhas, o que já mostra como tem pouco diálogo ao longo do filme. Isso acaba deixando a sensação de que várias partes poderiam ter sido cortadas sem fazer falta, deixando a história mais direta.
Enfim, acho que dava para ter um resultado minimamente razoável com o que tinha em mãos, porque a ambientação é boa e a ideia também não é ruim, mas ficou aquém do esperado. Mario Bava e Christopher Lee já fizeram coisa muito melhor, ambos, e aqui faltaram mais elementos para ajudar eles, principalmente personagens secundários mais interessantes e um roteiro mais trabalhado, porque do jeito que ficou, parece que tudo depende de poucos pontos, e os outros personagens não ajudaram a sustentar o filme.
Assistido em 18/03/2026
Não me conquistou; achei muito maçante.
Aparentemente é esse filme que a Emerald Fennell quer fazer com a adaptação dela de "Wuthering Heights". Talvez fosse melhor ela ter feito um remake desse aqui.
Piadas à parte, esse é meu primeiro Mario Bava e, eu imagino que não seja o "típico" filme dele, mas assisti por indicação de um amigo e fiquei pensando como foi a recepção de um filme com essa temática em 1963 rs. Aparentemente, Bava até usou um pseudônimo na época. Mas tudo isso eu descobri depois de assistir. Existe um charme em assistir esses filmes que não são tão comentados sem saber quase nada sobre eles.
E eu não tinha como não gostar desse filme. Me senti assistindo um clássico conto gótico que tem TODAS as características necessárias: o mistério, o sobrenatual, as ambiguidades, a relação entre o desejo pelo proibido e os limites sociais, o jogo de sedução entre a bela e o "monstro", isso além do cenário do século 19. Os cenários e a cinematografia são belíssimos, o uso de luz e sombra produz uma narrativa visual ótima, a trilha sonora também é um espetáculo à parte. Para nós hoje, talvez muito da tensão e do suspense não funcione, mas eu achei que o filme trabalha muito bem a tensão, o horror e a paranoia. Fora o prazer de ver um jovem Christopher Lee atuando. Enfim, uma pérola!
O que me pegou é aquela dublagem estranha que já encontrei outras vezes nesses filmes italianos falados em inglês. Mas dá pra curtir o filme assim mesmo.
E eu tenho certeza que várias personagens do desenhista e roteirista ítalo-brasileiro Eugênio Colonnese foram baseadas na Daliah Lavi, especialmente neste filme. Impossível não ser!