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Data de lançamento
22 Out. 1970Duração
Em 1938, em Roma, Marcello (Jean Louis Trintignant) acaba de aceitar um trabalho para Mussollini e flerta com uma bela jovem, o que faz com que ele fique cada vez mais conformista. Marcello resolve viajar a Paris em sua lua de mel e aproveita para cumprir uma missão designada por seus chefes: vigiar um professor que fugiu da Itália assim que os fascistas assumiram o poder no país.
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05.02.2008
Realmente, a estética desse filme é muito absurda, a gente fica embasbacado em quase toda sequencia, mas apesar de conter um trato fino com o tema faltou alguma coisa ali, vai perdendo força aos poucos.
"Fascista não fala desse modo."
Assim que nasce as sociedades opressoras, em cima dos seus medos e descobertas.
Marcello é um homem com diversas características de um oprimido, na qual para sentir o gosto e se sentir principal e opressor na vida aceita um trabalho nojento.
Com fim do regime fascista, ele entra mais uma vez na perda e importância de sua identidade, na qual tenta se esconder como rato de sua verdadeira existência opressora, sem amizades.
Em certo momento o filme tenta fazer o telespectador ficar ao lado de Marcello, fora que suas conexões são muito primitivas, a perda de coerência, principalmente quando ele encontra o Lino, que não faz sentido nenhum ligar ele ao regime ditatorial. Fora o seu relacionamento com Anna, na qual ela sabe que ele é fascista, porém se entrega a ele???
O que não tenho a reclamar é a fotografia.
Esteticamente um dos filmes mais belos que eu já vi, com tomadas singulares. O roteiro não é lá essas coisas, mas eu interpreto como uma crítica bastante inteligente sobre o fascismo personificado no protagonista que é um conformista, de fato, mas bastante covarde e, em certo sentido, até um pouco "atrapalhado" com a ideologia que ele dizia defender - não por convicção, mas por conveniência.
Master piece