Amiro (Majid Niroumand) é um garoto órfão que perdeu seu lar durante a guerra. Ele passa seus dias trabalhando em estranhas tarefas, até perceber que o único caminho para realizar seus sonhos é entrando na escola. Na escola, tem conflitos com os outros estudantes e é no ato de correr que Amiro encontra sua graça e solitude.
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eu quero correr pra sempre
cenas repetidas + moleque irritante = a perda de tempo
sorriso sincero desse mlk
Interessante como o filme desvia-se de uma narrativa previsível, apesar da titularidade um tanto direcionada: aqui, o desfaio do letramento, numa perspectiva globalizada, destaca-se bem mais que as corridas em si, afinal instrumentalizadas nesta teleologia induzida. O garoto protagonista é excepcional e o filme faz excelente uso da proximidade com a zona portuária e os aeroportos que tanto fascinam o garotinho: Hamid Naficy tinha razão em elogiar estes aspectos em sua análise das condições fronteiriças do desencontro íntimo do órfão radicalmente trabalhador. A cena do tubarão é bastante inusitada, um respiro de aparentemente leveza, num filme que apresenta uma realidade infantil bastante árida, mas que celebra o esforço de transformação num desfecho bastante poético. (WPC>)