Um filmaço! Nem sabia dessa joia escondida na Netflix, se souberem de mais filmes assim na plataforma, por favor me indiquem aqui por favor. Mas já vou avisando, não é para todo mundo, o filme tem um ritmo lento, o que para mim não é um problema, mas pode desagradar alguns, inclusive, talvez tenha sido o filme mais "imersivo" de investigação policial que eu já tenha visto, pois na vida real, segundo relatos de investigadores, as investigações e resoluções de casos não costumam ter algum momento de tiroteio ou reviravoltas mirabolantes (óbvio, é um recurso dramático em prol do entretenimento), o peso costuma ser muito mais no âmbito psicológico dos envolvidos, e aqui, se percebe muito bem os personagens tendo que lidar com isso, e o filme, aliado a atuações, direção e até trilha sonora, transmite perfeitamente a situação.
A direção de Wright, aliada à fotografia sombria de Chiplin e ao design de som imersivo, cria um ambiente de pavor psicológico palpável
Wright demonstra um controle absoluto sobre o tom, evitando qualquer traço de melodrama ou sensacionalismo
Joel Edgerton e Sean Harris entregam atuações que transcendem a técnica, habitando seus personagens com uma intensidade física e emocional aterrorizante
A decisão de não explorar a vítima ou o crime é uma escolha moralmente corajosa e artisticamente poderosa, focando no custo invisível da justiça
O Custo da Empatia. A Banalidade do Mal. Identidade e Performance. Trauma e Memória.
A obra não oferece respiros, nem momentos de luz ou catarse. É uma experiência emocionalmente extenuante que pode ser vista como excessivamente punitiva
A sobriedade do filme pode, por vezes, ser confundida com frieza, dificultando uma conexão emocional direta com o sofrimento de Mark
Um filmaço! Nem sabia dessa joia escondida na Netflix, se souberem de mais filmes assim na plataforma, por favor me indiquem aqui por favor.
Mas já vou avisando, não é para todo mundo, o filme tem um ritmo lento, o que para mim não é um problema, mas pode desagradar alguns, inclusive, talvez tenha sido o filme mais "imersivo" de investigação policial que eu já tenha visto, pois na vida real, segundo relatos de investigadores, as investigações e resoluções de casos não costumam ter algum momento de tiroteio ou reviravoltas mirabolantes (óbvio, é um recurso dramático em prol do entretenimento), o peso costuma ser muito mais no âmbito psicológico dos envolvidos, e aqui, se percebe muito bem os personagens tendo que lidar com isso, e o filme, aliado a atuações, direção e até trilha sonora, transmite perfeitamente a situação.
"Não se trata dele. Trata-se do que ele fez."
O custo ontológico de se encarar o mal de frente
A direção de Wright, aliada à fotografia sombria de Chiplin e ao design de som imersivo, cria um ambiente de pavor psicológico palpável
Wright demonstra um controle absoluto sobre o tom, evitando qualquer traço de melodrama ou sensacionalismo
Joel Edgerton e Sean Harris entregam atuações que transcendem a técnica, habitando seus personagens com uma intensidade física e emocional aterrorizante
A decisão de não explorar a vítima ou o crime é uma escolha moralmente corajosa e artisticamente poderosa, focando no custo invisível da justiça
O Custo da Empatia. A Banalidade do Mal. Identidade e Performance. Trauma e Memória.
A obra não oferece respiros, nem momentos de luz ou catarse. É uma experiência emocionalmente extenuante que pode ser vista como excessivamente punitiva
A sobriedade do filme pode, por vezes, ser confundida com frieza, dificultando uma conexão emocional direta com o sofrimento de Mark
A resistência de Mark em manter sua sanidade e sua família enquanto habita a mentira necessária.
O discernimento tático da operação policial para alcançar um fim bom através de meios complexos.
Muito bom filme, gostei!
Filmão, muito bem feito, roteiro, atuações, produção.
Mto bom.