O Diabo e os dez mandamentos - Francoitaliano - 1962 - visto no dia 25.04.20 Filme divertido, criativo na sua proposta mas não são todas as histórias funcionais ou interessantes, mas é um bom exemplar de comédia de 1962 na Europa. Aqui a ideia é simples: Contar histórias curtas que compõem o longa inteiro onde há transgressão dos dez mandamentos do cristianismo. Eu gostei mais da primeira história onde:
'Não diga o nome de Deus em vão' onde tem o bispo e seu amigo engraçado de infância, onde contam anedotas e histórias do passado onde eram criancas pestes.
Foi muito divertido acompanhar e uma das coisas mais legais é ver as reações
E além da 'amar Deus sobre as todas as coisas' que cobrem a primeira história. Ótimos atores que fizeram o vigário e o homem simples. O legal do filme é que tem vários nomes de elenco de peso como Alain Delon, Jean Claude Brialy, ( Albert Michel ), e entre outros. A história com Alain Delon, achei a mais fraca, desinteressante que claro que tem uma certa crítica e ideia da transgressão mas foi chato, monótono. Mas aqui incluem 'Honrar Pai e mãe', 'Não levantar Falso Testemunho' onde
e Alain é um bom ator que não foi o suficiente para deixá-la mais interessante. o mini conto 'Não matar' com Charles Aznavour, Maurice Teqnac que foi um conto muito bom com.certa tensão crescente, e mudança de personalidade de personagem e
além de tratar sobre vingança pessoal. E falar do cafetão e seus crimes.
Interessante sua construção e seu final. Outro é 'não pecar contra a castidade' onde a fé é questionada inteligentemente, com fundamentos e Fernandel que interpreta um Deus e vou dizer que gostei do papel, mas o seu final é bem divertido e até surpreendente:
será que é um louco fingindo ser Deus ou as pessoas não acreditando e achando loucura essa possibilidade o mandam a clínica psiquiátrica?
Provável que a segunda opção. Legal que traz ideias interessantes que foram abordadas. A penúltima história chamada 'Não Furtar' foi muito bom. Jean Claude Brialy faz uma grande atuação novamente (3* Filme que vejo dele) onde mostra coisas atrapalhadas em relação a um
e tbm uma leve crítica a hipocrisia da vida dos burgueses naquela época que dizem uma coisa juntos mas separados cada um em sua casa se diz outra pessoa diferente. A trama tem um fim curioso e divertido. A parte final
Esquecemos os dez mandamentos do Deus e de acordo com a história isso tudo pôde acontecer e além de um empurrãozinho sobrenatural sem ter nada mais importante para fazer: Diabo com as suas maquinações sutis que influenciam o ambiente ao redor para as pessoas pegarem.
Bisonho, inverossímil só de pensar mas divertido ver em como ele é caracterizado pela cobra (tradicional) e seus planos. Foi bom pensado esse longa, e trabalha temas sérios para alguns com mais leveza, descontração, com um bom humor que funcionou na maioria dos contos só dois que considero chatos e monótonos. Foi um sucesso de bilheteria na França naquele período. Gostei e recomendo. Nota: 8,0
São sete esquetes muito bem escritas, sobre os dez mandamentos, narradas pelo próprio diabo, a serpente. Soube que há uma versão japonesa com oito esquetes. Fernandel interpreta Deus. Dizem que Julien Duvivier se tornou um dos melhores nesse estilo esquete e eu tenho certeza de que fiz um bom começo por esse, que foi dos seus últimos filmes. Enfim, elenco impecável, boa trilha, um humor muito agradável, drama comedido e algo de sombrio. Minha esquete preferida, sem dúvidas, é a terceira (não matarás). O curioso é que o maestro Sivuca faz uma aparição com sua banda, na cena da festa da segunda esquete, o que achei incrível, pois, apesar de saber de sua fama na Europa na década de 60, nunca vi nenhuma referência a qualquer aparição no cinema europeu.
O Diabo e os dez mandamentos - Francoitaliano - 1962 - visto no dia 25.04.20
Filme divertido, criativo na sua proposta mas não são todas as histórias funcionais ou interessantes, mas é um bom exemplar de comédia de 1962 na Europa. Aqui a ideia é simples: Contar histórias curtas que compõem o longa inteiro onde há transgressão dos dez mandamentos do cristianismo. Eu gostei mais da primeira história onde:
'Não diga o nome de Deus em vão' onde tem o bispo e seu amigo engraçado de infância, onde contam anedotas e histórias do passado onde eram criancas pestes.
da cara das freiras.
na história um acusa o outro sem provas
o mini conto 'Não matar' com Charles Aznavour, Maurice Teqnac que foi um conto muito bom com.certa tensão crescente, e mudança de personalidade de personagem e
além de tratar sobre vingança pessoal. E falar do cafetão e seus crimes.
Outro é 'não pecar contra a castidade' onde a fé é questionada inteligentemente, com fundamentos e Fernandel que interpreta um Deus e vou dizer que gostei do papel, mas o seu final é bem divertido e até surpreendente:
será que é um louco fingindo ser Deus ou as pessoas não acreditando e achando loucura essa possibilidade o mandam a clínica psiquiátrica?
A penúltima história chamada 'Não Furtar' foi muito bom. Jean Claude Brialy faz uma grande atuação novamente (3* Filme que vejo dele) onde mostra coisas atrapalhadas em relação a um
roubo que foi até bem sucedido mas depois vai desenrolando problemas divertidos para o atendente e o ladrão.
'Não desejar a mulher do próximo', 'Não cobiçar coisas alheias' teve partes locais e outras não. Aqui resume-se a
joias e adultérios
A parte final
volta com os personagens do começo os mais divertidos lembrando do passado
Esquecemos os dez mandamentos do Deus e de acordo com a história isso tudo pôde acontecer e além de um empurrãozinho sobrenatural sem ter nada mais importante para fazer: Diabo com as suas maquinações sutis que influenciam o ambiente ao redor para as pessoas pegarem.
Nota: 8,0
São sete esquetes muito bem escritas, sobre os dez mandamentos, narradas pelo próprio diabo, a serpente. Soube que há uma versão japonesa com oito esquetes. Fernandel interpreta Deus. Dizem que Julien Duvivier se tornou um dos melhores nesse estilo esquete e eu tenho certeza de que fiz um bom começo por esse, que foi dos seus últimos filmes. Enfim, elenco impecável, boa trilha, um humor muito agradável, drama comedido e algo de sombrio. Minha esquete preferida, sem dúvidas, é a terceira (não matarás).
O curioso é que o maestro Sivuca faz uma aparição com sua banda, na cena da festa da segunda esquete, o que achei incrível, pois, apesar de saber de sua fama na Europa na década de 60, nunca vi nenhuma referência a qualquer aparição no cinema europeu.