Ekah (Faith Fidel), uma menina de 12 anos, é inspirada pela história da mais jovem Vencedora do Prêmio Nobel da Paz: Malala Yousafzai. Agora está determinada a ir para a escola em uma vila de pescadores onde a educação de uma menina é considerada um tabu. Seu impulso ardente e determinação para quebrar esse velho estigma a deixa envolvida com a experiência anterior de seu pai, Solomon (Kang Quintus), com relação à educação de meninas.
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Produções africanas tem identidade própria na profundidade da sua cultura e do silêncio que atua, ou na superficialidade de tentar pisar em terrenos que não são seus. Ame-á ou deixe-á. E conseguimos sentir o que tem a entregar nos primeiros minutos.
Esse filme é a essencia, é o despir. A nudez, sem vergonha e sem julgamentos, das nossas próprias fragilidades e ignorancias de que todos são vítimas. É mostrar o caminho sendo trilhado.
Esse filme é o dedo da ferida causando dores que não imaginaríamos poder sentir.
O que esse filme entrega nos primeiros minutos não é o questionamento se continuamos ou não a assistir. É o questionamento da nossa capacidade de continuar ao mesmo tempo de que a nossa indignação misturada com a compreensão nos impede de fechar os olhos. Precisamos, desesperadamente, chegar ao fim e ver a evolução do ser-humano.
É assim na vida é assim na arte.
A história é excelente, mas a condução do longa merecia uma produção melhor.
Por outro lado, é um filme que pode nos ajudar a pensar no quão terrível a existência pode ser em algumas regiões do globo onde a ignorância ainda baliza a vida e lima o potencial de muitas pessoas extraordinárias.
Violência e exploração infantil X educação.
chave de ouro pra fechar minhas férias
tudo o que eu precisava pra retornar
Um daqueles filmes muito pesados, mas indispensáveis. A frase que resume bem: "A ignorância é muito cara."