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Data de lançamento
21 Ago. 1992Duração
John LeTour, um ex-viciado e vendedor de drogas, começa a ter problemas morais a respeito de suas vendas diárias. Preocupado com seu emprego, John acaba se envolvendo com o submundo do crime, complicando ainda mais sua situação quando uma de suas clientes sofre uma overdose.
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Retrato melancólico de um homem à deriva, vivido com intensidade por Willem Dafoe. Schrader constrói um clima soturno e solitário, onde cada silêncio pesa tanto quanto as palavras. A presença suave de Susan Sarandon equilibra a dureza do protagonista, trazendo uma dimensão quase redentora. O filme é menos sobre a trama policial e mais sobre a busca espiritual de um homem em crise, nada explícitamente, nem tão sutil, mergulho honesto e atmosférico na solidão urbana. Schrader escreveu o roteiro inspirado em sua própria fase de insônia e vício em drogas, o que dá ao filme um tom confessional, íntimo, assistimos pelo buraco da fechadura.
PS: A obra faz parte da chamada “Trilogia dos Homens Solitários” de Schrader, junto com "Taxi Driver" (roteiro dele para Scorsese) e "American Gigolo".
Após o confronto violento, o protagonista sobrevive e termina preso, numa espécie de “cárcere espiritual” que funciona como metáfora: não é a morte física, mas uma suspensão da existência, uma penitência. Essa escolha reforça o que refleti sobre dimensão cristológica, não apontando para o martírio literal, mas a purificação através do sofrimento e da aceitação das consequências.
24.04.2001
ótimo final
sex and the city para heterossexuais
Paul Schrader mandando um filme estilo Abel Ferrara.
Nova York obscura, suja, e seu glamour decadente. Fotografia e trilha sonora maravilhosas, condizente com a época.
Torci pro LeTour e a Ann se acertarem. Fiquei triste quando ela apareceu superdrogada no apartamento do Tis, tendo se entregado às drogas novamente, e ainda mais com um babaca como ele. Quando ela se jogou do prédio me deu até um aperto na garganta.
Dana Delany lindíssima. Acho que nunca assisti nada com ela. E mandou bem no papel da Ann.
Susan Sarandon e Willem Dafoe dispensam comentários.
Tô há uns 10 anos enrolando pra assistir esse filme. Coloquei pra rolar numa madrugada, já meio com pressa pra ir dormir e acabei acelerando algumas partes. No final achei mediano, mas sabia que eu precisava reassistir com calma. Dessa vez dei 5 estrelas. Gosto desse tipo de filme e dessa estética.