O filme segue de maneira fiel os textos de Mateus sobre todas as etapas da vida de Cristo, de seu nascimento à ressurreição. O Cristo pasoliniano, no entanto, é revolucionário, mais humano que divino, com muitos traços de doçura e que reage com raiva à hipocrisia e à falsidade dos homens.
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A mensagem é bela, como não poderia ser diferente, mas às vezes o filme é tão factual e direto que perde-se a nuance das cenas, dos acontecimentos e dos próprios personagens. Dessa maneira, a obra de Pasolini carece de vigor emocional, impedindo uma conexão maior com a trama. É algo muito seco e abrupto para tal, ainda que tenha uma linda trilha para potencializar a narrativa.
Perdão pelo trocadilho mas quando acabou gritei um sonoro: Haleluiaaaaa!
Infelizmente a obra de Pasolini quase não abre brechas para meu interesse. Aliás, interesse tenho muito, mas não me agrada a execução. E isso é completamente pessoal, não tenho nem um A pra falar de mal das suas criações. A forma como ele conduz as emoções (ou melhor, que não as conduz) me distancia e entedia demais, e isso que sou grande fã de filmes bíblicos.
Maravilhoso, todo mundo deveria assistir, um dos melhores filmes bíblicos
O Evangelho Segundo São Matheus faz jus a sua fama, realmente, o filme é uma OBRA-PRIMA, o Jesus de Pasolini ainda que divino, é muito mais humano, quase um revolucionário que lutava em favor dos desfavorecidos sempre se opondo contra a tirania dos poderosos.
A trama se mantém fiel as escrituras, algumas passagens são trechos puros da bíblia, os milagres, o anjo de Deus, os discípulos, a traição de Judas Iscariotes, a morte e a ressurreição no terceiro dia.
O filme até hoje é considerado pelo Vaticano como uma das melhores obras sobre Cristo!
Para um ateu que se dizia com saudade da fé, Pasolini soube retratar de modo belíssimo o caráter político e humano de um Jesus histórico que sempre se preocupou com os marginalizados e as opressões que acometiam os mais pobres.
Essa abordagem materialista que conecta justiça social, caridade e cristianismo se insere como resistência ao avanço da sociedade de consumo, dos valores individualistas e da alienação, característicos da modernidade capitalista.