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Duração
Vemos o filme não o cinema, o cinema resta oculto no filme.
O Cinema é o Fantasma da ópera.
Movimento e momento de transição, o Fantasma se desvanece a cada ópera.
Desaparece, e depois, ressurge em outra e outra e outra e ainda outra ópera.
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Num primeiro momento, rola aquela confirmação marota da reclamação de que "tudo o que põem o nome do Bressane é reverenciado, mesmo que seja um 'making-of', apenas". De fato, tem isso: iniciamos a sessão de maneira desconfiada, sendo cuidadosos para não nos tornarmos puxa-sacos cinéfilos. Porém, o processo de exposição de feitura do gênio (ele está adaptando "A Divina Comédia", é isso?) é tão inteligente, repleto de instantes tendentes à epifania, que a desconfiança cai por terra. O curta-metragem assume-se como aula de imersão produtiva, de paixão pelo Cinema, de ode ás referências, de requisitos aos aplausos mútuos da equipe. É ótimo acompanhar a criação dos truques fílmicos, quer crescem magistralmente na tela grande. Filme de amizade e amor, com as marcas registradas do Bressane, sobretudo na trilha musical, repleta de execuções clássicas ("O Guarani", por exemplo), marchinhas carnavalescas e 'standards' estadunidense. Fiquei muito tempo com aquele "After You Gone" na cabeça. Aprendi e senti enquanto via o filme. É filme, sim - e um pré-filme também: vem coisa boníssima em breve! (WPC>)