Uma volta ao lar. A heroína é uma jovem que retorna para sua casa, depois de quatro anos. Lá, ela não encontra nem velhos discos nem fotos de família e sim uma verdadeira tragédia. A vida na sua cidade caucasiana ficou perigosa. Ela quer partir imediatamente e levar seus avôs consigo. Mas sua avó não quer partir e largar sua casa, seu trabalho em uma escola de música e seus pupilos. A heroína não consegue ir embora sozinha – não há mais trens para partir.
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Alguém abre um livro e conta uma história: pedacinhos de poesia e dor. Escombros, beleza, solidão e desamparo. É para dentro, mais do que para fora, no escuro de mim, nos meandros e interticios, que chove e se perde a profana luz enegrecida da guerra. Algo brilha fulgurante feito um diamante em meio às trevas. ” Pássaros estranhos no céu cinzento recém descoberto/Rostos estranhos no estranho corpo da cidade/Cinza, cinzas de pérola e poeira/ Triste é o banquete fúnebre.”
Sabia muito pouco desse file quando assisti e agora que terminei de ver parece que sei menos ainda
todo mundo elogia a fotografia, que é lindíssima mesmo, bem cartão postal, ou aqueles cenários bucólicos que vc encontra em quadros na casa da sua avó. Mas, sendo sincera, vc assiste filme só pela fotografia? se sim, esse filme aqui é feito pra você.
O filme tem sua sensibilidade nas cenas cotidianas duma vila atacado pela guerra. Mas,acho que não custava nada ter pelo menos um pouquinho de contextualização sobre o conflito, nem que fosse nos créditos.
Enfim, o filme não se torna tão entediante porque é curtinho, mas não é um filme que eu veria de novo
Misture as estéticas de Malick e Tarkovski sem necessariamente copiá-los. Insira um pouco do humanismo presente nas obras de Angelopoulos. Não conceba um filme de guerra, mas sobre a guerra e seus reflexos. Deixe que o diálogo exerça sua força nas entrelinhas. Faça com que a degradação e o lirismo coabitem o mesmo espaço. Una todos esses elementos e subverta todos esses signos. O Farol faz isso.
Resultado? Um filme hipnótico.
É um filme que já me causou boa impressão desde a primeira cena. Fenomenal.
A paisagem do cáucaso é de tirar o fôlego, e a diretora soube aproveitar muito bem esse e outros recursos.
Pena que a diretora teve uma morte tão precoce.
Lembrou muito os filmes iugoslavos noventistas que tanto amei na adolescência (VIRGINA, ANTES DA CHUVA, BELA ALDEIA, BELA CHAMA, etc.), ainda que o olhar da diretora seja muito peculiar, armênio. A montagem é ótima, bem como o uso da trilha musical. Por mais violências que sejam algumas seqüências, ficamos inebriados perante a magistral sonoridade do filme. A fotografia é esplêndida em suas variações de tom, bem como as inserções jornalísticas. O modo como a protagonista fica progressivamente desorientada em cena é primoroso. Demorei um pouco para entrar no clima, por causa dos diálogos propositalmente desencontrados, mas, quando a magia da resistência étnica passa a funcionar, que libelo, que filme supremo. Amei: quero ver mais dessa diretora! (WPC>)