Rapaz judeu prestes a entrar para o exército de Israel descobre que não é filho biológico de seus pais e que foi trocado ao nascer por uma criança de família palestina. Com a descoberta as duas famílias têm que reconsiderar suas identidades, valores e crenças.
Gostei demais da abordagem contida e extremamente sensível do longa, esse é com certeza um dos maiores acertos aqui.
Esperava que tivesse mais aprofundamento. A história é interessante. Pensei que fosse ser mais explorada a religiosidade, os rituais, o conflito armado entre os lados, a violência. Na série Fauda percebe-se muito mais a briga entre os lados. É um filme romântico.
E se palestinos e israelenses esquecessem suas diferenças e se unissem numa só família? É o que propõe de certa forma o filme O Filho do Outro, drama que conta a história ficional de crianças trocadas na maternidade, um israelense e outro palestino. Por conta desse incidente, um lado é obrigado a conviver com o outro. As mulheres, como sempre, mais maleáveis e os homens, mais inflexíveis. No decorrer do filme, as coisas vão tomando rumo e se avizinha um final feliz. Poderíamos acusar a produção de ingênua, um tanto espereotipada, ainda mais em vista dos acontecimentos recentes. O ataque do Hamas resultou numa resposta agresssiva de Israel, a violência tomou dimensões inimagináveis - nenhum filme seria capaz de mostrar a dimensão dessa tragédia. Os palestinos são estimulados, pelos fatos, a odiar os israelenses e os os israelenses a oprimir os palestinos. Tudo está muito longe de um final feliz. Mas o cinema pode ser um lugar de sonho, onde o impossível acontece.
Tô tão maravilhada! Me tocou como poucos! Tava precisando ver algo assim nesse 2023 tão fraquinho pra mim!
O bom drama no início não segue até o fim.Depois de apresentar todos os personagens e do segundo ato,temos apenas costumes locais sendo retratados.
>Assistido em 21 de Fevereiro de 2022
-Dou nota 7/10