Dirigido por
Duração
Denis, fotógrafo famoso das revistas eróticas, apaixona-se por Leninha, estudante de Sociologia e sua vizinha. Ele a espiona pela janela e tenta se aproximar, mas Leninha se mostra arredia. Patrícia, sua produtora, está apaixonada por ele, mas Denis a ignora. A modelo Cristina, a ricaça Leila que paga para ser fotografada nua no cenário de um bordel e a cobiçada Bruna, que seduz seu partner homossexual, são mulheres com quem Denis tem rápido relacionamento amoroso. Leninha, que vem aprender fotografia em sua casa, revela em jargão sociológico o sistema capitalista que o reprime. Tentam dormir juntos após um bucólico namoro através de poemas e fotografias, mas Denis fica impotente. Chateado, quer reter Patrícia, que está disposta a não mais trabalhar com ele. Consegue convencê-la, executam um trabalho fotográfico em conjunto, relacionam-se sexualmente. Patrícia o abandona a seguir, acusando-o de ser apenas um homem comum e egocêntrico. Denis, triste, volta a espionar Leninha pela janela, agora acompanhada de seu namorado.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
GENIAL, mestre como sempre...
quebra totalmente os clichês do gênero nesse filme. Vai muito além dos momentos 'intelectualóides' da vizinha socióloga (o que acontece em outros filmes, como sequências de 'caiu a ficha' e reflexão política). Mas esse filme supera totalmente as expectativas farofeiras do entretenimento deste gênero e do machão se dando bem.
Especialmente por exibir uma cena de 'conversão' de um cara supostamente gay e logo em seguida erotizar o protagonista machão no banheiro. Vai muito além do seu próprio tempo.
Arrastado e cena final bem ué...
- 6/10
- nem sei o que estou fazendo me matando de trabalhar, vou virar fotógrafo
- gostei que o final vai correndo tudo pra terminar de um jeito e temos uma quebra de expectativa
- a estudante bem a frente do seu tempo, discurso atual
O FOTÓGRAFO é o tipo de filme cuja depreciação crítica da imprensa especializada e do público "intelectualizado" se justifica. Infelizmente, praticamente todos os "filmes da Boca" eram injustamente jogados dentro do mesmo saco e diversas pérolas maravilhosas jamais tiveram seu reconhecimento - obviamente não estou me referindo ao sucesso comercial, uma vez que até os filmes mais grosseiros e mal acabados da Boca entre 1972 e 1982 eram um sucesso inquestionável de público e faziam muito dinheiro. Jean Garrett faz uma homenagem ao seu próprio passado enquanto fotógrafo de fotonovelas e acaba, mesmo que de forma superficial, abordando a dicotomia entre o cinema comercial x cinema autoral, amplamente discutida até os dias de hoje. O cinema de gênero realizado por Garrett, Cunha, Reichenbach e tantos outros é o maior exemplo de que uma coisa não precisa excluir a outra. Se utilizar de códigos específicos de um gênero narrativo ou mesmo lançar mão de artifícios comerciais (como é o caso do teor erótico e dos títulos apelativos dessas fitas) não impede de um diretor, produtor, roteirista ou quem quer que seja imprimir suas questões autorais em um obra. Não nos cabe, portanto, julgar o que é ou deixa de ser autoral, mas sim reconhecer em cada filme as características que o torno único, mesmo se tratando de algo tão repetitivo e inconsistente como O FOTÓGRAFO.
Tremenda decepção: sendo este um dos mais elogiados filmes do Garrett, esperava uma de suas obras mais célebres. Decepcionei-me. Achei o erotismo redundante, cansativo, à la EMMANUELLE. O elenco está bacana, mas achei o protagonista repugnante. Curti bastante os diálogos com a estudante de Sociologia (risos), mas o ritmo arrastado do filme me enfadou... Muito sexo de fotonovela, muita enrolação, um final insosso e sem o impacto emocional que pretendia... Mas possui ótimos momentos: os créditos de abertura são geniais! (WPC>)