É um bom filme, mas claramente tinha potencial para ser melhor, aumentando um pouco os acontecimentos, sem aumentar o tamanho do filme. O roteiro fica meio cansativo, e no começo parece mais uma comédia do que um noir. A ausência da trilha sonora também me pegou de surpresa e deixou um vácuo no filme.
Excelente ver Edward G. Robinson e Humphrey Bogart juntos, ambos são o que fazem o filme ser minimamente bom. Apesar de ambos ainda estarem longe das suas melhores atuações, estão apenas competentes. Claire Trevor está bem como Jo Keller, mas ainda sinto que faltou algo para seu personagem ter mais impacto. Achei muito passiva, suas atitudes não condiziam com o tamanho de seu personagem, como uma liderança do crime. Talvez pudesse ter desenvolvido mais esse romance dela com o Dr., que ficou tudo nas entrelinhas.
Ward Bond, como Tug, passa quase despercebido, poderia ter tido um papel maior, igual o Maxie Rosenbloom, que interpretou Butch e tinha mais importância dentro da organização e, consequentemente, mais tempo de tela. Vladimir Sokoloff também é outro nome conhecido e de qualidade que se enquadra no mesmo caso de Ward Bond.
Esse final com essa questão sobre a insanidade/demência do Dr. Clitterhouse foi desnecessário, o filme estava muito bem. Poderiam ter livrado ele dessa como legítima defesa, dizer que vinha sofrendo ameaças e, como é um médico e não um bandido, matou da forma que lhe convinha. Agora, a questão que também foi ruim nesse final é a conveniência de roteiro: se fosse um louco de verdade, alegando que não está louco, todo mundo o daria como louco, e aqui ninguém compra isso. Pelo menos o júri foi sensato, apesar de não ficar claro o que lhe aconteceria. O filme poderia ter tido uns minutos a mais para mostrar as decorrências desse julgamento e a posteridade da vida do Dr., condenado ou não.
É bacana assistir a G Robinson e Bogart contracenando juntos, mas o roteiro de The Amazing Dr. Clitterhouse é mediano, o que torna o enredo muito cansativo. Os atos são pouco interessantes e a trilha sonora quase que inexistente, faz com que a trama não passe nenhuma forma de suspense.
Drama policial noir com humor e suspense que foi escrito por John Wexley e John Huston, baseado na primeira peça escrita pelo escritor de contos britânico Barré Lyndon (1896-1972), que durou três meses na Broadway. Este filme teve mais 2 versões inglesas feitas para a TV: The amazing Dr. Clitterhouse (47) e The amazing Dr. Clitterhouse (62). Quase todos os nomes dos personagens foram alterados da peça original em que o filme se baseou.
O brincalhão Humphrey Bogart (1899-1957) depreciativamente se referiu a este filme como "The amazing Doctor Clitoris". O ator, em performance de coadjuvante, disse mais tarde que o papel de "Rocks" Valentine era um dos seus menos favoritos. A voz de Ronald Reagan pode ser ouvida como locutor de rádio, um trabalho que o ex-presidente americano realizou antes de começar como ator de cinema.
Uma premissa decente cheia de performances divertidas. Infelizmente, a estória continua se revezando e parece que você está assistindo três filmes diferentes. Não é dos melhores trabalhos do quase sempre eficiente Edward G. Robinson (1893-1973), ou de Bogart, mas vale a pena assistir. "Dr. Clitterhouse" foi uma mudança refrescante dos filmes de crime conscientemente espirituosos e sofisticados que circularam desde o advento de A ceia dos acusados (34).
É um bom filme, mas claramente tinha potencial para ser melhor, aumentando um pouco os acontecimentos, sem aumentar o tamanho do filme. O roteiro fica meio cansativo, e no começo parece mais uma comédia do que um noir. A ausência da trilha sonora também me pegou de surpresa e deixou um vácuo no filme.
Excelente ver Edward G. Robinson e Humphrey Bogart juntos, ambos são o que fazem o filme ser minimamente bom. Apesar de ambos ainda estarem longe das suas melhores atuações, estão apenas competentes. Claire Trevor está bem como Jo Keller, mas ainda sinto que faltou algo para seu personagem ter mais impacto. Achei muito passiva, suas atitudes não condiziam com o tamanho de seu personagem, como uma liderança do crime. Talvez pudesse ter desenvolvido mais esse romance dela com o Dr., que ficou tudo nas entrelinhas.
Ward Bond, como Tug, passa quase despercebido, poderia ter tido um papel maior, igual o Maxie Rosenbloom, que interpretou Butch e tinha mais importância dentro da organização e, consequentemente, mais tempo de tela. Vladimir Sokoloff também é outro nome conhecido e de qualidade que se enquadra no mesmo caso de Ward Bond.
Esse final com essa questão sobre a insanidade/demência do Dr. Clitterhouse foi desnecessário, o filme estava muito bem. Poderiam ter livrado ele dessa como legítima defesa, dizer que vinha sofrendo ameaças e, como é um médico e não um bandido, matou da forma que lhe convinha. Agora, a questão que também foi ruim nesse final é a conveniência de roteiro: se fosse um louco de verdade, alegando que não está louco, todo mundo o daria como louco, e aqui ninguém compra isso. Pelo menos o júri foi sensato, apesar de não ficar claro o que lhe aconteceria. O filme poderia ter tido uns minutos a mais para mostrar as decorrências desse julgamento e a posteridade da vida do Dr., condenado ou não.
Assistido em 09/09/2025
É bacana assistir a G Robinson e Bogart contracenando juntos, mas o roteiro de The Amazing Dr. Clitterhouse é mediano, o que torna o enredo muito cansativo. Os atos são pouco interessantes e a trilha sonora quase que inexistente, faz com que a trama não passe nenhuma forma de suspense.
Drama policial noir com humor e suspense que foi escrito por John Wexley e John Huston, baseado na primeira peça escrita pelo escritor de contos britânico Barré Lyndon (1896-1972), que durou três meses na Broadway. Este filme teve mais 2 versões inglesas feitas para a TV: The amazing Dr. Clitterhouse (47) e The amazing Dr. Clitterhouse (62). Quase todos os nomes dos personagens foram alterados da peça original em que o filme se baseou.
O brincalhão Humphrey Bogart (1899-1957) depreciativamente se referiu a este filme como "The amazing Doctor Clitoris". O ator, em performance de coadjuvante, disse mais tarde que o papel de "Rocks" Valentine era um dos seus menos favoritos. A voz de Ronald Reagan pode ser ouvida como locutor de rádio, um trabalho que o ex-presidente americano realizou antes de começar como ator de cinema.
Uma premissa decente cheia de performances divertidas. Infelizmente, a estória continua se revezando e parece que você está assistindo três filmes diferentes. Não é dos melhores trabalhos do quase sempre eficiente Edward G. Robinson (1893-1973), ou de Bogart, mas vale a pena assistir. "Dr. Clitterhouse" foi uma mudança refrescante dos filmes de crime conscientemente espirituosos e sofisticados que circularam desde o advento de A ceia dos acusados (34).