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Duração
Nas montanhas da região da Geórgia, nos Estados Unidos, existe a pequena e pacata cidade de Mount Heaven, esta chefiada por Grady. No mesmo local, só que na floresta vive Roy, um garoto de 12 anos, junto com sua devotada mãe. A paz que até então reinava no local passa a ser ameaçada, quando aparece na floresta, o pedaço de um corpo. Depois de investigado o caso, a polícia acredita que há um assassino a solta, e segundo evidências, o assassino é uma espécie do tigre bengala, que possivelmente teria fugido durante uma viagem pelo local.
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Maneater é aquele tipo de filme que parece começar com a ideia certa, mas logo resolve sair de fininho, de ré, como se pedisse desculpas por existir. Há um tigre à solta, sim, mas ele age com a timidez de um figurante inseguro. Em vez de espetáculo, o que se monta é uma espera longa e infrutífera, como um circo onde a lona foi armada, mas o leão não apareceu. O enredo até ensaia um greatest hits do cinema-catástrofe: cidade pequena, festival local, jornalistas sensacionalistas, caçador misterioso, xerife rígido e um garoto esquisito com conexão espiritual com a fera. Mas tudo isso soa como adereço de vitrine — é o suspense do “quase”, a ação do “quem sabe”, a tensão do “fica pra depois”. E quando esse depois chega, já estamos emocionalmente fora da sala.
O tigre, que deveria ser o grande astro, é filmado como um segredo de Estado. A câmera se esconde em folhas, galhos, subjetivas covardes — o predador é mais ouvido do que visto, mais rumor do que presença. E se, por um lado, isso poupa o filme de efeitos especiais desastrosos, por outro reforça sua covardia narrativa. A criatura ataca como se seguisse um manual de serial killer: arranca membros, espalha partes, mas sem o calor da selvageria — tudo muito protocolar, quase administrativo. Há tentativas patéticas de instaurar medo, como a cena em que um jornalista tenta atrair o bicho com uma isca, numa espécie de remake sem licença da sequência da jaula de Jaws. Mas o que recebemos é um corte seco e, em seguida, o cenário já ensanguentado. Nada de ataque, nada de clímax, só silêncio e figurantes chocados.
O xerife Grady Barnes, vivido por Gary Busey (ainda em alguma ressaca de seus papéis mais notáveis), carrega a trama com o olhar fixo de quem claramente foi escalado para outro filme. A cidade que ele tenta proteger não tem carisma, identidade ou geografia emocional: é só pano de fundo, floresta genérica com letreiros improvisados. Já o caçador, James Graham, ostenta um bigode digno de Poirot, mas não resolve nem palavras cruzadas, quanto mais o mistério da fera. E o garoto Roy — que parece ensaiar uma mística à la Carrie suburbana — nunca passa de um esboço. Em teoria, ele encarna a ausência de um filho para o xerife; na prática, é só mais um elo frouxo entre dois personagens que nunca chegam a se encarar com emoção real.
No final, o bicho até pega — mas só no cronômetro. Os minutos finais se passam num mercadinho de beira de estrada, com explosão, gasolina e muito barulho por pouco impacto. Maneater tenta ser o tipo de produção que sobrevive à base de conceito: “e se fosse um Jaws, mas com um tigre?”. Mas esquece que conceito bom não é nada sem execução com dentes. Faltam sustos, faltam escolhas, falta até erro glorioso. O filme tem medo do próprio rugido. E se há algum consolo, talvez esteja na fotografia, que — veja só — tem cor. A floresta é verde, a luz é decente, o festival é pobre, mas simpático. Mas isso não sustenta nada. Preferiria um festival de CGI tosco e sangue digital com alguma ambição do que essa domesticação do perigo. É um filme que se comporta como uma fera sem pedigree, enjaulada na vala comum do quase cinema.
Perdi minha 1:28 da minha vida assistindo esse filminho meia tigela
Um dos piores filmes que eu já vi até hoje. Mal feito, ridículo, com um elenco ridículo e atuações ridículas. Um filme que não vale a pena ver nem por 5 minutos. E eu ainda assisti isso dublado, com uma dublagem simplesmente HORROROSA!
Eu só não sei se eu tenho pena ou raiva do diretor que fez esse lixo.
Bixo desorientado em busca de um Bife Humano
Muito ruim.