Durante a Inquisição na Espanha Miguel de Cervantes (Peter O'Toole) é preso como herege, por propagar pensamentos subversivos. Eleé jogado em um calabouço, ocupado também por ladrões e assassinos, e é "julgado" pelos prisioneiros. Para se defender Cervantes conta a história de um homem idoso, que passa os dias e as noites lendo e só consegue ver a injustiça e a trapaça triunfarem. Ele se torna um cavaleiro errante, conhecido como Don Quixote de la Mancha, que decide lutar contra as injustiças do mundo. Durante o "julgamento" Cervantes se transforma em Don Quixote, para poder fazer a sua defesa.
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Confesso que o texto e a temática já me distanciam logo por mais que não seja dos melhores musicais nem em termos estéticos (aqui me refiro tanto em questão de imagem como de coreografia) quanto menos na qualidade das canções penso que o formato ajuda em muito um filme que parece não sair nunca do lugar. Seus atores o defendem bem mas é carregado de um humor que não me cativa, se é que de fato tem algum interesse humorístico aqui.
Belíssimo! Uma obra de arte. Recomendo!
Co-produção ítalo-estadunidense em DeLuxe Color que foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora adaptada; no Globo de Ouro, mais 2 nomeações: melhor ator de comédia ou musical, Peter O'Toole (1932-2013), e melhor ator coadjuvante, James Coco (1930-1987). Este drama romântico de fantasia musical foi uma adaptação do teleplay não musical de Dale Wasserman (1914-2008) de 1959, I, "Don Quixote" que, por sua vez, foi inspirado em Miguel de Cervantes (1547-1616) e seu romance do século XVII, "Dom Quixote".
O Homem de la Mancha (72) (e peça) era, na verdade, inspirado em apenas uma pequena seção de "Dom Quixote" de Miguel de Cervantes y Saavedra. O filme foi rodado em Roma, Lácio, na Itália. Outras versões baseadas no mesmo romance: 12 longas-metragens, 2 curtas, 2 filmes para TV, 2 séries de TV, 2 minisséries de televisão e 2 episódios de TV. Simon Gilbert apelidou a voz de Peter O'Toole e a mezzo-soprano Marilyn Horne foi convidada para dublar a de Sophia Loren. Até Sophia Loren questionou por que o filme foi rodado em estúdios sujos em Roma, em vez dos gloriosos locais da Andaluzia, onde o filme supostamente se passava.
Foi muito criticado na época, mas assistindo agora não consigo descrevê-lo de outra forma que não seja um passeio razoavelmente divertido, sem ser nada de excepcional, as vezes chato e cansativo, mas com atuações realmente sólidas do trio central e muitas músicas chatíssimas, como a maioria dos mega musicais produzidos em Hollywood.
Há algumas coisas que impediram essa produção de se tornar algo melhor. As canções são boas, mas de alguma forma a parte musical não parece combinar com o resto do filme. Curiosamente retrata tanto o célebre escritor Miguel de Cervantes como a sua obra literária mais famosa conhecida como Dom Quixote. De fato Cervantes a criou após ser preso durante um certo período. A obra de Cervantes é repleta de grandes acontecimentos e passagens memoráveis e aí reside o principal problema do filme. Ele se detêm na maior parte do tempo em relatar apenas uma passagem do livro em que Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança passam por uma hospedaria. A história parece não avançar e o ritmo se torna irregular. Como compensação temos grandes atuações do elenco e um bom trabalho de maquiagem. Por ter sido adaptado de uma peça teatral o filme teve suas limitações. Como admirador da obra de Cervantes eu esperava mais dele.
722. (23/08/2020)
O filme é uma poesia em si.
Achei que era da vida do Miguel de Cervantes, depois foi apresentando Dom Quixote, e ai peguei a vibe do filme.
Enfim, belas atuações. Belo texto.
Uma inspiração.
Duas horas e pouco que você aprende algo e não deixa desperdiçar a vida.