Diante de sua aluna, que se tornou a maior pianista de concertos do mundo, o maestro Samuel Magno sente uma inveja corrosiva e num ato de insanidade oferece sua alma ao diabo para se tornar o maior pianista de todos os tempos e para tal, mata sua aluna e guarda seu corpo num armário. Porém ao começar tocar magistralmente em seu piano, uma partitura que surgiu do além, ele é acometido de uma transformação demoníaca, tornando-se num monstro sádico e assassino, de violência incontrolável.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
"Fausto" cruzado com "O Médico e o Monstro" e razoável em tudo(elenco e direção).
A estória é boa mais o desenvolvimento é um pouco lento . Perde 1,0 ponto pela caracterização do monstro que é risível em minha opinião . Mais é mais um filme mexicano que classifico como bom e recomendo .
Um filme que merecia ser muito mais conhecido, com uma história bacana que além do terror também apresenta momentos de drama pela condição do protagonista. Tem uma fotografia em preto e branco muito bonita, é curto, dinâmico e ainda tem um bom final.
O cinema mexicano, mais conhecido por seus clássicos dramas e pelas memoráveis comédias de Cantinflas, também nos deixou um legado importante no gênero horror, principalmente no período que vai do final da década de 50 até o início dos anos 80, no qual foram produzidos excelentes filmes, que nada ficam a dever aos clássicos de terror ingleses e norte-americanos, como, por exemplo, "O Espelho da Bruxa"; "A Maldição da Chorona"; "Misterios de Ultratumba"; "O Livro de Pedra"; "Até O Vento Tem Medo"; "Mas Negro que A Noite"; "O Estranho Filho do Xerife" e "Veneno para As Fadas".
Este "O Homem e O Monstro" só vem confirmar a qualidade do cinema de terror mexicano. Trata-se de uma pequena pérola cinematográfica, que transcende o gênero horror, enveredando também pelo drama, ao tratar da tragédia do artista frustrado e corroído pela inveja, drama tão antigo quanto a humanidade, mas sempre fascinante.
Além disso, temos uma história criativa e curiosa, uma espécie de mistura de Fausto como O Médico e O Monstro, suas evidentes inspirações, conduzida por um clima romântico, no sentido mais pessimista do termo, e uma atmosfera lisztiana.
Chama atenção também a belíssima fotografia, em soberbo preto-e-branco, que explora magistralmente os efeitos de luz e sombra. Sem exagero, é digna dos melhores filmes noir americanos e mostra a excelência técnica do cinema mexicano dos anos 50.
Enfim, é um pequeno clássico que merecia ser mais conhecido e cultuado, pelo menos tanto quanto os filmes de horror da Universal ou da RKO, pois nada fica a dever a estes.Veja e confira.
O cinema mexicano, quase desconhecido tem excelentes obras, muitas das quais bem sensíveis! Aqui é o caso, a questão da arte e do homem é traçada quase que como num drama. Sua conexão e sua frustração se fazem notada no "não" poder fazer o que se mais gosta! Magnífico!