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Data de lançamento
11 Dez. 1970Duração
Jerome (Jean-Claude Brialy) é um diplomata que passa suas últimas férias de solteiro às margens do lago Annecy. Lá ele reencontra Aurora (Aurora Cornu), uma escritora italiana que é sua amiga e que alugou um quarto na casa de uma senhora e suas duas filhas, Laura (Béatrice Romand) e Claire (Laurence de Monaghan).
Logo Aurora o avisa que Laura está interessada nele, incentivando-o a ter um último namoro antes do casamento. Entretanto Jerome está interessado em Claire, tendo um desejo obsessivo em acariciar seu joelho.
Quinto filme da série Seis Contos Morais.
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Achei esse casal de amigos totalmente creep... Filme extremamente arrastado, falação sem fim.
2 estrelas e meia pela bela fotografia e paisagem, se não fosse por isso, poderia ter parado na metade, os diálogos são chatos e arrastados, protagonista desinteressante, cínico, manipulador e se fazendo de bonzinho o tempo todo. Esse foi o pior filme Nouvelle Vague que já vi e ainda vi comentários que é um dos melhores do diretor, então passarei longe de sua filmografia
O melhor Rohmer (dos que vi até agora - com muito esforço...), junto de Minha noite com ela.
Dos cineastas da Nouvelle Vague, este deve ser o mais superestimado.
"Antes ou depois, pouco importa. Há algo muito bonito na amizade que deveríamos encontrar no amor: Respeito à liberdade do outro. Não há essa ideia de posse".
Eric Rohmer (1920-2010) foi um dos grandes cineastas da história, dirigiu filmes em uma época de explosão criativa do cinema e imprimiu uma marca própria como diretor. Quando, vez por outra, aparece um filme marcado muito mais por diálogos do que por ação, rememoro o pioneirismo desse diretor à frente de obras magníficas como a desta postagem, Le genou de Claire (1970).
O enredo se desenvolve numa deslumbrante cidade alpina no sudeste da França, Annecy. Quase tudo acontece numa grande casa à beira do imenso lago que existe na região, um cenário acentuadamente bucólico em que a vida parece suspensa e que remete aos prazeres da contemplação interior.
É nesse estado mental de tranquilidade que Jerome, 37 anos, diplomata de férias na região, reencontra sua amiga, Aurora, uma escritora italiana que alugou um quarto nessa imensa propriedade que Jerome visita. A dona do imóvel tem duas filhas e o tempo da trama é praticamente dividido por igual com base no flerte que Jerome tem com cada uma delas, incentivado pela amiga mais como uma brincadeira lúdica entre eles do que por um desejo substancial.
Os diálogos em sua maioria são bem construídos. Existem filmes que deveriam ser vistos como parte de um processo de educação pessoal para a conexão profunda que as conversas podem produzir entre as pessoas (v. 303, Antes do Amanhecer, Meu Jantar com André). Rohmer estabelece um parâmetro de altíssimo nível, pois as conversações transcorrem, neste filme, sem atropelos, têm imensa carga de pessoalidade, alteridade e nenhum moralismo. São cenas muito agradáveis de assistir.
Apesar da aparência de filme despretensioso, Le genou de Claire é um filme que exala, de forma natural, sensações de liberdade e, de uma forma muito pura, de desejo. Há uma utopia sempre agradável de se reencontrar em Rohmer.
Já ouvi dizer que esse seria um dos grandes clássicos do Rohmer.
Se é mesmo, eu não sei ao certo, mas logo ao princípio já se nota que o filme não é lá tudo isso.
De uma estética incomparável, é se se ressaltar que o diretor realiza filmes belíssimos e sempre se faz capaz de introduzir diálogos inteligentíssimos e reflexivos, isso se levado em conta, evidentemente, o caráter burguês imbuído em seu cinema.
Entretanto, não se deve perder de vista o descuido de banalizar com muita constância a pedofilia em seus filmes. Em uma primeira aparição do tema quis crer que fosse acidental, mas conforme em mais e mais filmes isso vai sendo constatado, nota-se o padrão discursivo de colocar meninas adolescentes supostamente "intelectualmente maduras" demais para os meninos de sua respectiva faixa etária e que naturalmente se interessariam por homens mais velhos. É necessário deixar as coisas bem esclarecidas aí nesse caso: as devidas críticas não foram construídas. Anacrônico? Talvez. Mas nem por isso deve-se deixar de ser dito e repudiado.