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No início do século passado, na Áustria, o jovem estudante Törless, tímido e inteligente observava o comportamento sádico de seus amigos da escola, e não toma nenhuma providência, quando estes escolhem como vítima um colega da sala de aula, até que a tortura vai longe demais. Adaptação do aclamado livro, Young Törless, de Robert Musil, esta obra prima, deu internacionalidade ao movimento do Cinema Novo Alemão, e ganhou em 1996 no Festival de Cannes, o Prêmio da Crítica Internacional para o já bastante premiado ciretor, Volker Schlondorff. Estudo intrigante da natureza humana na sociedade moderna.
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"Assim, não há nenhuma linha entre o bem e mal e ambos se fundem imperceptivelmente. [...] Quis saber como isto era possível. O que acontece quando uma pessoa se humilha ou de repente se torna cruel? Eu costumava pensar que isto significaria o fim do mundo. Agora sei que é diferente. O que parece tão horroroso, tão incompreensível de longe, simplesmente acontece. Quieta e naturalmente. Então, a pessoa deve ficar continuamente em guarda. É o que aprendi."
Não gosto muito do cinema alemão (prefiro os franceses e os italianos haha), mas volta e meia aparece alguma surpresa como esse filme... Aliás, o Schlöndorff quase sempre é sinônimo de filme bom.
Talvez pela época em que o filme foi feito não se permitiu certa violência gráfica que, em minha opinião, agregaria em muito ao filme. Entretanto, de um ponto de vista mais moral e filosófico é um grande filme, Confesso que me deu muita vontade de ler o livro.
Os diálogos finais são o fechamento perfeito para o longa. Quantos Törless não temos em nossa sociedade?
E no final, quando decidem falar algo, sempre são considerados como "loucos" pela sociedade, como até Foucault já retratou em seu livro.
Luchino Visconti já havia tentado montar uma versão de "Young Torless", com Romy Schneider estrelando.
A natureza humana é tão cruel,que qq outra avaliação técnica do filme em questão se torna circunstancial ,até mesmo a participação da queridíssima Barbara Steele...
Um grande estudo de como a mente humana pode ser maligna.
A forma que a fragilidade do Basini é explorada pelos seus "amigos" é perturbadora. É um filme que confirma a maldade que existe em nós e devemos que lutar constantemente contra isso.
O Törless é um das poucas pessoas que não enxerga o mundo em preto e branco e busca a verdade a todo momento.
O diálogo com o professor sobre os números imaginários é mais uma prova de como a escola tenta doutrinar as pessoas e não incentivar o pensamento crítico. O que culmina na punição final do Törless por ter uma compreensão mais complexa e menos direta sobre o caso