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Data de lançamento
25 Set. 2016Duração
Quando seu querido avô deixa para Jake pistas sobre um mistério que se estende por diferentes mundos e tempos, ele encontra um lugar mágico conhecido como O Lar das Crianças Peculiares. Mas o mistério e o perigo se aprofundam quando ele começa a conhecer os moradores e aprende sobre seus poderes especiais… e seus poderosos inimigos.
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os x-men tao diferentes
(assistido com a tina)
“O Lar Das Crianças Peculiares" apresenta uma história que mistura primorosamente fantasia, mistério e aventura com a estética sombria característica de Tim Burton. Sua estrutura se desenvolve a partir da jornada de descoberta de Jake, conduzindo o espectador junto com ele até o intrigante local onde vive a Srta. Peregrine. O roteiro aposta em uma revelação gradativa dos segredos da localidade e das próprias crianças.
Um dos pontos centrais da trama é o conceito de fendas temporais, que adiciona complexidade a ela e reforça o clima de constante ameaça. A presença do vilão Barron contribui para intensificar o conflito. Embora sua construção por vezes oscile entre o ameaçador e o caricatural, ele cumpre o papel de impulsionar a ação e colocar todos que persegue à prova.
O filme equilibra momentos de encantamento visual com passagens mais expositivas, especialmente no início, quando aquele mundo precisa ser apresentado ao público. À medida que a história avança, o ritmo se torna mais dinâmico, culminando em um desfecho que privilegia a aventura e a união dos personagens.
“O Lar Das Crianças Peculiares” compõe uma narrativa envolvente, sustentada pelo imenso carisma do elenco e pela habilidosa direção de Tim Burton. Trata-se de uma obra que se concentra mais no desenvolvimento de seu universo imaginativo do que em uma profundidade dramática mais consistente, mas que ainda assim consegue cativar pela originalidade de sua proposta.
O que aconteceu com o Tim Burton de outrora? Seguimos nos perguntando, nostalgicamente... Mas, revendo o filme, depois de ter lido o romance original, admito que, aqui, ele tentou. Estranhei a mudança das funções de alguns personagens, na adaptação, e ficou muito sintético, o que causa um estranhamento estilístico na meia-hora final, em que tudo é muito acelerado, quando a conjuntura fantasiosa serve apenas á ação juvenil, não necessariamente à reflexão sobre as diferenças, como era um traço peculiar do autor (ou ex-autor?). Seja como for, gosto de algumas escolhas, achei o elenco acertado (exceto talvez pela vilania caricata de Samuel L. Jackson). Há algo de esquecível na conjuntura de adesão contemporânea, mas o contato com o livro fez com que o carinho em relação ao filme aumentasse (creio que gostei mais dele, em verdade). A ausência de Danny Elfman é sentida, mas os músicos contratados, aqui, esforçam-se por emulá-lo. E há auto-citações burtonianas na direção de arte. É uma tentativa válida, reitero. Falha, porém válida. Parece muito mais um treinamento de seriado que um longa-metragem em si... Ao menos, o desfecho é fechadinho, ao contrário da obra de Ramson Riggs, que quer vender mais livros, às custas os sofrimentos de quem não é similar aos demais! (WPC>)
this girl loves eva green <3
Só de não ter o Johnny Depp fantasiado já é alguma coisa. É bonzinho.