Dirigido por
Data de lançamento
3 Dez. 1998Duração
Na Marselha dos anos 20, lutador de boxe (Jean-Claude Van Damme) vence luta que deveria perder de propósito. Para fugir dos gângsters que buscam vingança, resolve se alistar na Legião Estrangeira, onde enfrenta os horrores da batalha no inóspito deserto do Marrocos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Um drama para Damme. Infelizmente não consegue construir um gancho emocional ou tensão para sustentar o interesse, mas em todo o resto o filme faz o melhor que pode; e não faz feio (destaco a belíssima direção de arte).
A galera é exigente demais. Pra que 2,7?
31.08.2000
16.10.1999
Que filmaço! Acredito que seja um dos melhores do Van Damme, é cheio de clichês, mas mesmo assim, consegue levar drama puro e simples retirando o foco nas lutas e malabarismo que estamos acostumados a ver. O roteiro não inventa saídas fáceis e não retorna o personagem ao “mundo civilizado” ao final, ainda que haja, claro, indicação disso. O foco fica integralmente em seu treinamento como legionário, na construção de amizades com um inocente e apaixonado italiano (Guido), um veterano ex-militar britânico (Mackintosh), um afro-americano que foge da segregação racial nos EUA (Luther) e na relação com o duro líder do batalhão, o sargento Steinkampf. Claro que o passado de Lefèvre retorna para infernizá-lo em determinada altura, mas tudo é construído dentro do serviço dele como legionário.
A direção de arte é cuidadosa tanto na forma como aborda Marselha, com figurinos de época e uma aparentemente legítima visão da cidade nos anos 20, como a Legião Estrangeira em si, com foco principal nos figurinos militares e nas armas tanto dos legionários quanto dos berberes liderados por Abd El-Krim, líder real do povo que defende seu território contra a invasão europeia. Com isso, a imersão é garantida imediatamente, algo em que a fotografia de Douglas Milsome também ajuda muito ao realçar as paisagens desérticas naturais do Marrocos e do forte que a Legião ocupa.
Outro ponto que achei genial, foi no final, que pelo menos para mim ficou claro a crítica social que a obra quis passar, pois a todo momento parece que os vilões são os árabes que ali vivem, mas é o completo oposto, os únicos vilões são os próprios soldados que ali invadiram e trazem mortes, guerras e destruição, uma clara alfinetada as desgraças e mazelas da colonização europeia.