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Data de lançamento
14 Ago. 2023Duração
Vera, presa numa fortaleza militar durante a ditadura, em 1969, conhece um soldado, Armando, que, diante da tortura, decide levar uma mensagem para a família de Vera. Assim, ele estabelece uma relação afetiva com D. Maria, mãe de Vera. Apesar dos horrores do tempo, o filme trabalha sobre a possibilidade de um diálogo entre duas pessoas solitárias e perdidas, uma senhora de alta classe média e um jovem de origem rural que veio do sul para servir o exército. Hoje, Vera, aos 70, é professora na universidade e debate com seus alunos sobre política, perdão e Hannah Arendt.
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Começa interessante e perde força no desenvolvimento dos personagens.
Acho que faltou profundidade. O filme é bom no geral, mas não envolve.
A diretora já entregou filmes mais interessantes dentro da temática que se propõe… esperava mais , mas achei tudo meio vazio e sem profundidade.
"Murat imprime seu olhar angustiado, porém contido, acerca do diálogo e crescimento do sujeito a partir de uma barbárie e abusa de questões filosóficas como “Os Condenados da Terra” de Frantz Fanon, Hannah Arendt e cenas do filme “Macunaíma”, o herói sem caráter, uma alegoria orquestrada por Mário de Andrade que passeia por um Brasil fragmentado, metido a esperto, porém tolo e mal intencionado. Talvez seja por isso que a corrupção sempre vigora neste país tupiniquim e que, diferente dos nossos hermanos que tiveram 1125 torturadores julgados e condenados, aqui, nunca foram julgados ou presos e ainda são ovacionados por políticos sem qualquer compromisso com a realidade..."
Minha crítica completa do filme em: cineset. com. br/critica-o-mensageiro-lucia-murat/
Um dos filmes mais "fáceis" desta diretora, no que tange à explicitude de suas intenções. Porém, isso não implica em entreguismo, mas, pelo contrário, numa sólida reflexão, a partir de questões oriundas das leituras arendtianas. A reaparição de sua alter-ego juvenil, agora amadurecido e ressignfiicado interpretativamente, no trecho final, é brilhante. Ainda que o filme como um todo tenha algumas perdas de ritmo, sobretudo nos trechos pretensamente românticos protagonizados por Shico Menegat. O título do filme, entretanto, não diz respeito apenas aos seus esforços por reabilitação moral, mas também a algo mui aplaudível, que é a aproximação da diretora, mediante roteiro, em relação ao progressismo de alguns cristãos. Jesus Cristo, comunista em essência, seria o grande mensageiro, portanto. Muito interessante como isso é desenvolvido numa trama em que a diretora cede protagonista a um homem - inicialmente duvidoso, visto que ele é um soldado que vigia prisioneiros torturados. Senti uma tentativa "tolerante" de diálogo com espectadores eventualmente bolsonaristas, que queiram se redimir por seus pecados políticos. Merece muito debate, portanto: o divulgarei ao máximo, ele precisa ser visto e discutido! (WPC>)