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Data de lançamento
26 Jan. 2006Duração
Huo Yuanjia, foi o maior e mais famoso mestre de toda a China, porém, após uma grande guerra, o país foi dominado por estrangeiros. Decididos a acabar com a auto-estima do povo chinês, os novos governantes organizam um torneio que contará com guerreiros de vários países. A ideia é mostrar a todos a superioridade dos estrangeiros frente aos chineses, mas o que eles não esperavam era que Huo, decidisse também participar da competição.
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Confesso que considerei sua metade inicial confusa pelo fato de o filme fugir do padrão comum nos filmes de luta. Aqui, diferente do protagonista que utiliza da luta como uma forma de crescimento pessoal, ele inicia de uma forma negativa, pagando o preço pela soberba e é justamente na ausência da luta que começa a olhar a vida com mais leveza e valores.
E é este o ponto que fez o filme funcionar: seu início é propositalmente frenético e incômodo justamente para que nem mesmo o espectador valorize aqueles momentos, contando esta história da mesma forma de uma lenda em que é necessário se analisar o todo para compreender a mensagem. Com isso as lutas iniciais tem diversos cortes e jogos de câmera enquanto as lutas finais tem mais realismo e beleza, como se quisesse mostrar ao espectador a diferença entre briga e esporte. Quando o personagem tem sua pausa e respira, automaticamente ele nos dá a mesma oportunidade e o filme toma uma outra forma.
Um dos últimos grande filmes de artes marciais já produzidos, hoje já é um clássico, destaque pra coreografias de luta magistrais feitas pelo lendário coreógrafo chinês Wuen Woo Ping (Matrix, O Tigre e o Dragão, kill Bill), essa dobradinha Jet Li/ Woo Ping já rendeu inúmeros filmes incríveis.
Amo esse filme!
Simplesmente bom demais, uma filosofia de vida ensinada de forma limpa, pura e emocionante. Junta a linda arte do kung fu aos ensinamentos orientais, bem como destaca a história da Antiga China.
O filme conta a história de um grande mestre de kung fu da China, Huo Yuanjia. Após potências estrangeiras dominarem o país e chamarem os chineses de “Doentes da Ásia”, Huo Yuanjia decidiu lutar com quatro lutadores, em um torneio organizado pela Câmara do Comércio Estrangeiro, afim de honrar a reputação e elevar a auto-estima dos chineses. Mas antes de se tornar um grande de mestre da China, ele passa por algo muito maior, ser mestre de si mesmo.
Para quem gosta de kung fu, comparado com o filme Herói, O Mestre das Armas tem cenas de lutas mais voltadas para o estilo tradicional. Podemos perceber em uma das cenas de luta que um dos oponentes de Huo Yuanjia utiliza o estilo Hung Gar, além de muitas técnicas de Qin-na. A presença de pessoas “voando” no filme é quase zero comparado com o Herói.
Além de cenas luta entre estilos de kung fu, as lutas contra os estrangeiros envolvendo técnicas de mãos livre, lança, espada e san tie kwan, não deixam a desejar. Vemos kung fu contra boxe, esgrima e karatê. É interessante ver como as duas artes distintas se dão juntas. Claro que não é um super parâmetro, pois é uma luta combinada. Mas já dá para ter uma noção de pontos fortes e fracos de cada estilo.
O filme também conta com um ótimo cenário, cada detalhe muito bem pensado, assim como o figurino, e principalmente os clássicos cabelos com longas tranças.
Mas o que mais me chamou a atenção em todo o filme foi a história. O Jet Li, além de um grande artista marcial, é um ótimo ator! Acho a história bem densa, existe um drama muito grande com o personagem Huo Yuanjia. É uma trajetória de descoberta de valores e o real significado do kung fu, e o Jet Li consegue passar isso muito bem. Tem muitos pontos do filme que realmente te colocam em uma reflexão, não só no kung fu, mas na vida.
De um modo geral, O Mestre das Armas é um ótimo filme para fãs de lutas mais clássicas de kung fu, conta, mesmo que de maneira mais sucinta, a história de um grande mestre de kung fu da China e o mais legal, ele te traz para várias reflexões que podem muito bem serem aplicadas no dia a dia.
Honra e redenção e coreografia de ação ao melhor estilo "oxe os cara voa"