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Data de lançamento
2 Ago. 2018Duração
Júlio Santana (Marco Pigossi) é um pai de família, um homem caridoso, um exemplo para sua família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: na verdade, ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. Entre a cruz e a espada, entre a lei e o crime, Júlio precisa descobrir uma forma de enfrentar os seus demônios.
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no começo eu não tava dando nada pro filme mas meu amigo, que filme em, muito mas muito bom mesmo, gostei o final então top de verdade.
O NOME DA MORTE
Direção: Henrique Goldman
Ano: 2017
Assistido em: 09/02/2025
O Brasil é um país tão grande, tão plural, tão diverso, que encontramos histórias das mais variadas, sendo algumas verdadeiramente assustadoras, que em qualquer outro lugar do mundo seriam motivo de assombro. Uma história como a de Júlio pararia nas capas de jornais e revistas, seria notícia em programas de televisão, sites de fofoca e afins, em qualquer outra parte do mundo, mas, aqui no nosso país, é algo tão banal que nem virou notícia. Esse filme foi lançado há oito anos, e eu me lembro da época da estreia: o burburinho foi zero.
Júlio é um rapaz que, desde muito jovem, se sente desorientado na vida. Quando um tio lhe oferece a oportunidade de ser policial, ele acaba enveredando por outros caminhos e se tornando um matador de aluguel extremamente ativo, que vai deixar uma imensa trilha de corpos pelo caminho enquanto tenta manter a fachada de bom marido, bom pai e membro da comunidade.
Histórias como essa podemos encontrar aos montes no interior do Brasil: pessoas que se dedicam a essa "profissão" e que executam suas tarefas com a maior frieza do mundo. Quem escutar qualquer podcast de true crime vai se deparar com histórias como a de Júlio — e algumas até mais escabrosas. Agora, o que leva uma pessoa a tomar uma decisão dessas? O filme não apresentou nenhuma razão plausível, nenhuma explicação lógica além da ambição de ganhar dinheiro. É a tão falada e temida banalização do mal, que no nosso país parece ser corriqueira, a ponto de um cara que matou quase 500 pessoas não despertar absolutamente nenhuma comoção na sociedade.
O Nome da Morte tem alguns problemas, a fotografia, por exemplo, está péssima: extremamente carregada, saturada demais, em alguns momentos, pensei estar assistindo a um filme americano retratando o México, de tão amarelada que ela estava. Outro problema é o roteiro — muito, muito, muito frio. Não existe emoção nem quando deveria existir. Você não sente o risco quando deveria sentir; não sente o peso das ações do protagonista, e nem o impacto da “punição” do mesmo. Isso não é demérito do Marco Pigossi, que é um bom ator, mas sim do texto, que não colabora, e da direção, que não sabe como tornar essa história mais intensa. Parece até brincadeira dizer que a vida de um homem que matou 492 pessoas não foi intensa, mas o filme definitivamente não foi.
É muito interessante ver o Brasil realizando obras cinematográficas diferentes daquilo que comumente vemos. Seria ainda mais interessante se a nossa indústria audiovisual investisse mais em personagens e capítulos menos conhecidos da nossa história. Entretanto, é preciso um apuro maior das técnicas utilizadas. Ainda estamos muito atrás de inúmeros outros países em relação a habilidades e experiências — algo que só vai melhorar a partir do momento em que começarmos a investir mais no nosso cinema. É interessante ver uma cinebiografia de um matador de aluguel, e espero que, cada vez mais, o cinema invista e o público abrace esse tipo de obra. Mesmo um filme que poderia ser melhor, como esse, obviamente deve ser prestigiado. Devemos dar uma oportunidade ao cinema nacional, para que, quem sabe um dia, nossos realizadores atinjam o nível de perícia e qualidade que podem alcançar.
Uma pérola nacional totalmente desconhecida e que consegue agradar muito mais que alguns filmes mais renomados.
>Assistido em 03 de Dezembro de 2024
Fiquei sabendo do livro e vim ver o filme. A relação com o tio e o fato de não ter saído daquele meio dependeu muito de um flashback curtíssimo. Uma coisa que me incomodou bastante foi a respiração profunda do Pigossi, em um momento ou outro pra destacar o nervosismo valia, mas foi praticamente toda cena. Não achei ruim, mas bem morno, mediano.
O Capitalismo falhou, falha e falhará