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Data de lançamento
28 Out. 1977Duração
Na Berlim arrasada pela Primeira Guerra Mundial, um desempregado consegue refúgio em um apartamento de um cientista, que também lhe oferece um emprego. Porém, aos poucos ele descobrirá uma terrível verdade naquele lugar, e que tudo isso tem a ver com o suicídio de seu irmão.
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Achei que já tinha visto esse filme. Daí fui ver e percebi que não tinha visto ainda kkkkkk
Como sempre, Bergman arrasa! Eu ainda estou digerindo, não será um dos meus favoritos dele, mas tem muita coisa boa aqui!
Um ensaio de Bergman sobre o nascimento da extrema direita: a mãe como a democracia que falha.
- é um filme muito bom, mas é impossível assistir e não comparar com os trabalhos anteriores do diretor, ai o buraco é mais embaixo
- acho que o carradine prejudica um pouco, gosto dele, mas o cara não consegue segurar um drama nessa pegada
- fazer o personagem do filme prever uma coisa que historicamente o expectador já sabia que aconteceria é bem estranho
- mas mostra muito bem toda a ascensão do fascismo que em pouco tempo se tornaria o nazismo, medo com as semelhanças com as coisas que acontecem ainda hoje
O cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007) rodou todos seus filmes em seu país natal, quase sempre utilizando sua residência na Ilha de Fårö como locação. Suas obras densas, de conflitos intempestivos entre casais em crise, marcaram a História do cinema. Diretor e roteirista longevo, trabalhou até a morte, aos 89 anos, deixando 70 longas feitos durante 60 anos de carreira. Recebeu nove indicações ao Oscar e ganhou prêmios a perder de vista – são dele, por exemplo, ‘O sétimo selo’ (1957), ‘Persona’ (1966), ‘Gritos e sussurros’ (1972) e ‘Fanny e Alexander’ (1982). Nos anos 70 enfrentou sérios problemas financeiros, perseguido inclusive pelo governo sueco por questões do fisco. Então o notório produtor italiano Dino de Laurentiis ofereceu trabalho para ele, no caso ‘O ovo da serpente’. Escrito e dirigido por Bergman, foi feito fora de sua terra, o primeiro em língua inglesa, todo rodado na Alemanha e mais uma vez com seu diretor de fotografia, Sven Nykvist, e com a atriz e esposa Liv Ullmann. É uma obra densa, pesada, suja, que retrata uma Berlim destruída econômica e socialmente no ápice da República de Weimar, logo após o Tratado de Versalhes que depenou o país. O clima é de instabilidade, medo e angústia, e a morte paira no ar. Um trapezista procura respostas do suicídio do irmão, e ao lado da cunhada, investiga o caso, chegando a uma teia de conspiração aterradora envolvendo experiências humanas. Com traços do filme ‘Cabaret’ (1972), conta com uma fotografia escura, de uma cidade noturna, repleta de bêbados, desempregados, prostitutas e assassinos, que traz uma incerteza, uma preparação do mal que viria menos de dez anos depois: a ascensão do Nazismo. O amargor da trama, a sujeira da cidade, as mortes macabras que ocorrem e as figuras que perambulam pelo submundo são símbolos da semente do totalitarismo. É uma obra difícil, indigesta, política e metafórica, até com traços de horror, diferente de tudo que Bergman fez – e, portanto, um filme genuíno, peculiar em todos os aspectos.
Vindo da famosa série ‘Kung Fu’, David Carradine dá vida ao protagonista desalentado - papel que seria de Dustin Hoffman; Liv Ullmann é a dançarina de maquiagem carregada, que tem poucos, mas precisos momentos em cena, e Gert Fröbe, o inspetor que auxilia na investigação. Na época do lançamento dividiu público e crítica e nem foi exibido em festivais ou tampouco concorreu a prêmios, o que acho uma desonra com essa obra original e visceral. Disponível em DVD pela Versátil.
POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb
Realmente é um filme bem atual, hoje em dia o povo vive uma pobreza mental e espiritual total, fácil colocarem a esperança em algo louco que se diz realista e cientificamente comprovado. Seria tão bom se o Hitler tivesse continuado preso depois do Putsch de Munique. Pior é olhar as noticias e saber que tem vários ovos desses chocando por aí...