Baseado na peça de Samuel Taylor e Cornelia Otis Skinner é a história de um pai ausente que vai a São Francisco para o casamento da filha e reencontra a ex-mulher e o novo marido dela, provocando situações embaraçosas. Astaire em um de seus raros papéis não musicais.
26.05.1988
Comédia em Technicolor da Perlberg-Seaton Productions e Paramount Pictures indicado ao Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Cinema de Berlin; no Globo de Ouro, foi nomeado a melhor ator de comédia ou musical, Fred Astaire (1899-1987). O filme foi baseado na peça de 1958 de mesmo nome de Samuel A. Taylor (1912-2000) e Cornelia Otis Skinner (1899-1979).
Charles Ruggles (1886-1970) ganhou o prêmio Tony de 1959 na versão teatral de melhor ator coadjuvante ou coadjuvante em drama por The pleasure of his company (58) e recriou seu papel na versão cinematográfica. Este foi o 2° filme não musical consecutivo de Fred Astaire. Marcou a 2° vez que Fred Astaire e Debbie Reynolds (1932-2016) apareceram no mesmo filme, a 1° ocasião tendo sido na sequência humorística na calçada que inspira "I wanna be loved by you" em Três palavrinhas (50), da MGM.
Apesar de ser erroneamente classificado como uma comédia, é um drama surpreendentemente sutil sobre paternidade ausente. Longo demais, parece que o filme tem o dobro de seu tempo. Tem horas que cansa e parece interminável. Não é um filme ruim, mas deveriam ter pensado antes nesta metragem demasiadamente grande sem ter muita necessidade, apesar do bom elenco. Fred Astaire como o festeiro viajante, Lili Palmer (1914-1986) como a ex-esposa irritada e exasperada, e Debbie Reynolds, como a filha noiva e entusiasmada, lideram o elenco cercado por bons coadjuvantes.
O filme conta com uma fotografia, locações belíssimas da cidade de San Francisco, na Califórnia. Realçada com um elenco sofisticado e atuações pontuais. Aqui, Fred Astaire não dança e é um dos poucos filmes não musicais dele. Lili Palmer está elegante. Debbie Reynolds carismática e doce, como de praxe. E Tab Hunter galante jovial. O que desagrada neste filme de George Seaton é o excesso de requinte burguês exagerado e os 'pré-conceitos' da classe aburguesada, como extensão, na parte cujo menciona o continente africano como "fim do mundo" exemplifica o quanto a sociedade burguesa norte americana são soberbos e arrogantes. Os excessivos diálogos, também incomodam, quase verborrágicos. Não à-toa baseado numa peça teatral. Contudo, o elenco talentoso garante a audiência.
09/04/2019
Gostei
Um filme bem simples e mutio bom. Assisti diversas vezes. Pena que não seja possível encontrá-lo em dvd.