Dirigido por
Duração
O Peixe Que Fuma é um bar-prostíbulo na Venezuela dirigido por La Garza (Hilda Vera). La Garza ganha dinheiro suficiente com o seu negócio e confia ao seu amante Dimas (Miguel Angel Landa) a tarefa de depositar em um banco. Dimas gasta o dinheiro em mulheres e jogo. Mas logo aprece o antigo a amante de La Garza, Tobias, um homem preso pela culpa de Dimas que procura vingança.
Dimas decide se vingar de Tobias, mas antes que ele pudesse fazer nada vem Jairo (Orlando Urdaneta) para o bar. Jairo foi enviado por Tobias para que La Garza lhe dê trabalho. Dimas desconfia dele, mas Jairo eventualmente é contratado como zelador.
Jairo gradualmente ganha a confiança de Dimas e todos e eventualmente o vai substituindo na administração do Peixe Que Fuma, desbancando assim Dimas, que procura redenção.
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Mais uma vez, um filme latino-americano clássico que eu desconhecia. Fui apesentado a ele graças a um grupo de amigos cineclubistas e, no começo, notei uma espécie de piada interna em relação a MEMÓRIAS DO SUBDESENVILVIMENTO. Pouco a pouco, a impressão era a de que este filme antecipa o estilo narrativo de A DAMA DA ZONA, só que dirigido por uma variante venezuelana do Buñuel mexicano: a seqüência dos colchões é absolutamente soberba, sobretudo pelo uso da montagem alternada. A apresentação dos personagens afunila-se, até o momento em que um ponte de corte muitíssimo bem definido (um diálogo freudiano numa praia, em que as reminiscências da ausência materna desembocam numa reflexão sobre a exploração assimétrica do petróleo no País) permite que o aspecto de filme-coral do início ceda espaço para uma trama policial com forte acento melodramático, ao som de tangos que emulam o estilo de Carlos Gardel. No início, a reconstituição minuciosa da ambientação periférica, com a qual muito me identifico (nos créditos finais, uma nota: "ainda que pareçam reais, os fatos deste filme são fictícios"); no desfecho, planos mais longos e centrados num triângulo amoroso, com conseqüências previsivelmente trágicas (no melhor do sentido adverbial). Apesar de ter visto o filme numa cópia imageticamente ruim, está evidente o quão primorosa é a fotografia. A atriz que interpreta La Garza é agraciada com excelentes monólogos, emocionei-me bastante na segunda metade do filme. Gratíssima surpresa! (WPC>)
Sensacional, um filme latino-americano muito bom, ótimo roteiro e por ter tratado de uma tema complexo que é prostituição imerso em jogo de poder em uma forma sátira e humorada em 1977. Vale a pena!
Estava me lembrando dele estes dias. Assisti há 3 ou 4 anos atrás, mas ainda lembro de algumas cenas, da estética do filme, e até de umas risadas que me provocou. Um bom filme é este que te marca por uma lembrança boa dele, sem querer, do nada, anos depois de assisti-lo. Um filme venezuelano, dos anos 70, esquecido, acho que quem viu ele na atualidade pode ser contado no dedo e no entanto, deixa no chinelo muita coisa por aí... quem diria, hein.
Cine Ibermedia deste domingo (5), às 23h (Reapresentação: Sexta, 23h45)