Rapaz da roça tenta ganhar a vida no garimpo, mas é torturado depois que some uma pepita de ouro. Ao matar quem o acusou do roubo, foge para São Paulo e se torna um poderoso criminoso na Boca do Lixo.
"O Rei da Boca”, de 1982, que reconta a ascensão e queda de um rei do submundo paulistano, foi inspirado na vida de criminosos como Hiroito Joanides de Moraes e Joaquim Pereira da Costa.
No elenco principal, Roberto Bomfim, Zilda Mayo, Ronaldo Medeiros, Tânia Gomide, Wilza Karla, entre outros.
É uma produção modesta e irregular, um dos memoráveis exemplares produzidos na chamada Boca do Lixo, na região central da capital paulista.
Tem alguns momentos muito bons e outros nem tanto. É um filme irregular, mas com uma história interessante e uma atuação sólida do Roberto Bonfim. A Zilda Mayo está muito boa (sem trocadilho) com a sua personagem, uma prostituta com momentos divertidos devido ao seu mau humor ("Qualé? Tá querendo musiquinha, é?"). Concordo que o filme fica um pouco cansativo a partir de certo ponto, mas ainda assim é um bom exemplar do cinema da Boca.
Clery Cunha, em minha opinião, não é dos melhores cineastas da Boca do Lixo. Mas pelo menos é versátil. E, a ele, coube a responsabilidade de conduzir este verdadeiro épico, um filme repleto de reviravoltas biográficas, com uma atuação intensa do Roberto Bomfim, participações fofas da Zilda Mayo e da Claudete Joubert, uma ótima caracterização do Ronaldo Medeiros, e uma maravilhosa participação da Wilza Carla, numa personagem mui diferente das matronas cômicas a que era comumente relegada... Sem contar que o filme ainda aproveita a beleza do Walter de Laurentis. Por mais cansativo que o filme tenha ficado na segunda metade (soa repetitivo depois de um tempo, cansa um tanto), o desfecho é espetacular. Muito bom! (WPC>)
"Eu, na verdade, sou contra a violência, mas, às vezes, é preciso apertar o parafuso com força. Você me entende"? Apesar da precariedade da produção, o filme conta c/ bom elenco, capitaneado por Roberto Bonfim (figurinha carimbada da Rede Globo) e é bastante divertido. Merece destaque sua intenção de "dar voz aos excluídos da sociedade, os figurantes mudos da História"...
Os Reis da boca, nessa época, são coroinhas perto dos barões de hoje.
"O Rei da Boca”, de 1982, que reconta a ascensão e queda de um rei do submundo paulistano, foi inspirado na vida de criminosos como Hiroito Joanides de Moraes e Joaquim Pereira da Costa.
No elenco principal, Roberto Bomfim, Zilda Mayo, Ronaldo Medeiros, Tânia Gomide, Wilza Karla, entre outros.
É uma produção modesta e irregular, um dos memoráveis exemplares produzidos na chamada Boca do Lixo, na região central da capital paulista.
Disponível no Youtube.
Tem alguns momentos muito bons e outros nem tanto. É um filme irregular, mas com uma história interessante e uma atuação sólida do Roberto Bonfim. A Zilda Mayo está muito boa (sem trocadilho) com a sua personagem, uma prostituta com momentos divertidos devido ao seu mau humor ("Qualé? Tá querendo musiquinha, é?"). Concordo que o filme fica um pouco cansativo a partir de certo ponto, mas ainda assim é um bom exemplar do cinema da Boca.
Clery Cunha, em minha opinião, não é dos melhores cineastas da Boca do Lixo. Mas pelo menos é versátil. E, a ele, coube a responsabilidade de conduzir este verdadeiro épico, um filme repleto de reviravoltas biográficas, com uma atuação intensa do Roberto Bomfim, participações fofas da Zilda Mayo e da Claudete Joubert, uma ótima caracterização do Ronaldo Medeiros, e uma maravilhosa participação da Wilza Carla, numa personagem mui diferente das matronas cômicas a que era comumente relegada... Sem contar que o filme ainda aproveita a beleza do Walter de Laurentis. Por mais cansativo que o filme tenha ficado na segunda metade (soa repetitivo depois de um tempo, cansa um tanto), o desfecho é espetacular. Muito bom! (WPC>)
"Eu, na verdade, sou contra a violência, mas, às vezes, é preciso apertar o parafuso com força. Você me entende"? Apesar da precariedade da produção, o filme conta c/ bom elenco, capitaneado por Roberto Bonfim (figurinha carimbada da Rede Globo) e é bastante divertido. Merece destaque sua intenção de "dar voz aos excluídos da sociedade, os figurantes mudos da História"...