Frank White é um ex-chefão do tráfico de drogas que foi recém-libertado da prisão após muitos anos cumprindo pena. Solto num novo mundo que desconhece, o gângster tenta recuperar o controle do comércio de entorpecentes nos guetos de Nova York, com o intuito de redistribuir o lucro de seus negócios para as camadas menos favorecidas da cidade. Mas esta decisão não agradará outras quadrilhas, e Frank terá de enfrentar seus rivais e a polícia numa guerra sangrenta.
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Eu gosto de como o Abel Ferrara consegue transformar estes homens da máfia, estes homens ruins, em personagens por quem nós consigamos empatizar, mas sem que exista uma glorificação deles - ao contrário do Scorsese
Também gosto do fim que se dá a eles sem que soe como uma punição, algo que o Michael Mann faz muito, por exemplo - punir os personagens, no caso.
O glamour na vida de quem está aqui é puramente visual. A cena da festa que se faz no galpão é encantadora, ao mesmo tempo que todos são extremamente melancólicos.
Sobre melancolia e máfia, recomendo Os Donos da Noite, do James Gray.
Caramba... eu nasci em 1987.
Assisti filme todo anos 90 e nunca tinha assistido esse aqui.
Gostei. :)
Ferrara fazendo amor com a câmera enquanto Walken baila a vida e a morte na pulsante e caótica poesia que é Nova Iorque.
Primeiro filme do Abelão que eu assisto e foi um pouco decepcionante. Achei a direção, não sei se mecânica é o melhor termo, talvez neutra seja melhor. A fotografia é bem sem-graça também, tendo apenas um bom momento na cena da festa, com aquelas cores berrantes. O personagem do Laurence Fishburne é talvez a melhor coisa do filme, embora Christopher Walken se saia muito bem. Ouso dizer que ele até melhora o personagem dele, que, se fosse interpretado por outro ator menos talentoso, teria sido completamente esquecível.
Os tiroteios são intensos, mas todo o resto do filme é muito amotivo, neutro, como eu disse. Quando chegamos na cena final não consigo sentir impacto. E, não gostei muito da estrutura também. O filme vinha numa toada, seguindo um rumo narrativo, e do absoluto nada no meio ele dá uma guinada em outra direção e outro tema
(os policiais justiceiros), abandonando todo o resto, matando todo o mundo e deixa de concluir a trama que vinha construindo, e nem executa muito também a nova mudança de foco. Meio caótico, mas, como disse, o filme vinha bem e tem algumas cenas boas isoladas, além dos dois atores que citei, que valem uma assistida. Aliás, simplesmente deixaram de concluir a trama da Jennifer, deve ter alguma cena retirada, não é possível
Nota: 7.7.
Sensação de tanto faz o filme todo. Não gostei não.