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Data de lançamento
26 Jan. 2019Duração
Depois do estrondo político e social causado pelo 11 de setembro, os agentes especializados da CIA iniciaram uma força-tarefa de interrogatórios utilizando táticas avançadas na intenção de descobrir aqueles que estavam, de alguma forma, acobertando ou planejando o atentado.
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Filme bem pesado e interessante, principalmente pela forma como ele mostra a investigação por trás do relatório e todo o jogo político envolvido. O Adam Driver manda muito bem e o elenco está bem afiado, mas o ritmo é lento e cheio de diálogos, então pode cansar em alguns momentos.
É longo – com quase 2 horas – mas sempre tem conteúdo que agrega a trama sendo produzido, ótimas performances, e não vai decepcionar cinéfilos ou aqueles que gostam de aprender história com o cinema. Golaço!
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Um enredo mais do mesmo e previsível, achei cansativo com muito falatório que em ou contra politica sabemos que não leva a lugar nenhum, sendo longo pra piorar não aguentei após 1 hora e fui dormir. ZZZzzzZZ.
Inspirado em fatos reais, o filme tem um tom documental , um pouco arrastado, o enredo segue na busca para elucidar os "os podres" da CIA no pós 11 de setembro.
Gigantesco, excepcional! A rigor um filme documentário, que requer do expectador um bom nível de conhecimento sobre como os EUA, e mais precisamente a CIA, tratou o terrorismo após o 11/09, culminando com o escândalo do “Programa de Detenção e Interrogatório”, implantado em segredo em 2002, por autorização de George W. Bush, fonte de investigação no Congresso, pela democrata Dianne Feinstein, senadora da Califórnia.
Uma aula de democracia, de apego à verdade e respeito aos direitos humanos! A América de George Washington será sempre a América da legalidade e da liberdade, não tem pra ninguém!
O filme, pelo nível de profundidade das investigações, me lembrou situação em “Oppenheimer”, em que o Senador (personagem de Robert Donney Jr.) é colocado contra a parede numa Comissão de Inquérito, pela perseguição “macartista” que teria desferido ao cientista, por suposta colaboração com os russos no programa de criação da bomba atômica.
Admirável o senso de legalidade e de transparência do povo norte-americano!
“(Casa Branca) A democracia é confusa. Mas pensem quantos países há no mundo onde um relatório assim pode sequer ser feito.”
(Senadora Dianne Feinstein) “Eu gostaria que fossemos mais que o país que fez o relatório. Gostaria de ser o país que o tornou público. E é isso que pretendo ver acontecer.”
(Senadora) “… uma equipe pequena de investigadores analisou mais de 6,3 milhões de páginas de registros da CIA para compor este relatório. Ele mostra que as ações da CIA uma década atrás são uma mancha em nossos valores e nossa história. A publicação deste resumo não apaga essa mancha, mas diz ao nosso povo e ao mundo que a América tem a grandeza de admitir quando erra, e confiança para aprender com seus erros. Esta publicação é um grande passo para restaurar nossos valores e mostrar ao mundo que somos, de fato, uma sociedade justa e lícita. Há quem vá se aproveitar para dizer: viu o que os americanos fizeram? E tentarão usá-lo para justificar más ações ou incitar mais violência. Não podemos impedir isso, mas a história nos julgará por nosso compromisso com uma sociedade guiada pela lei e a disposição de encarar a dura verdade e dizer nunca mais.”
“(Senador John McCain / de oposição / Republicano) Esta questão não é sobre nossos inimigos. É sobre nós. Sobre quem fomos, quem seremos. É como nos mostramos ao mundo. Nossos inimigos agem sem consciência. Nós, não.”
Num mundo louco, em que os terroristas muçulmanos são doutrinados com mentiras, e programados para morrer como mártires da “guerra santa”, com uma bomba estourando ao peito, não causa estranheza que aos olhos de alguns agentes da CIA “eles (os inimigos) treinam gente para resistir a interrogatórios tradicionais; então temos que mudar de abordagem”, incluindo-se aí o uso das formas mais brutais de tortura, para dar resultado “com respaldo científico”, arrancando confissões, como no caso do programa das TMIs (“interrogatórios melhorados”, que se traduz por “métodos refinados de tortura”).
Certo é que a tortura não funcionou, os terroristas presos não abriram o bico, e Bin Laden foi capturado graças a outras fontes de investigação, que não os interrogatórios das TMIs. Então, a CIA na verdade distorceu a operação (o Programa de Detenção e Interrogatório), “mentindo” ao presidente Bush, e depois para Obama.
Uma sujeira horrível e inaceitável, digna de vir a público pelo Relatório, e ora pelo belo filme.
Seja como for, não fico do lado daqueles que falam “viu (a tortura) que os americanos fizeram”. Errado foi. Muito errado, aliás. Mas melhor a legalidade e a transparência, do que o autoritarismo e a ocultação da verdade. “Pensem quantos países há no mundo onde um relatório assim pode sequer ser feito”. Rússia? Inglaterra? China? Brasil? Não, não, nenhum desses! Assim são os EUA; assim construíram sua história de democracia, e por isso merecem nosso respeito.