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O drama boliviano conta a história de Ignacio, chefe de uma comunidade indígena. O chefe começa a desconfiar do Corpo de Processo americano, que administram uma maternidade, pois as mulheres de sua aldeia estão perdendo a fertilidade. Durante o confronto com o membros do Corpo, Ignácio se fere e é levado para La Paz, onde encontra seu irmão gravemente ferido.
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Fatos trazidos e que foram esquecidos.
Filme duro e necessário.
Vale como curiosidade esse exemplar do cinema boliviano.
Esse filme retrata uma história muito importante que precisa ser mais divulgada e nunca ser esquecida. Infelizmente a qualidade da imagem dificulta muito o interesse das pessoas em relação ao filme.
Passei quase 3 meses no Perú e entre vários aprendizados e descobertas, fiquei sabendo que os povos nativos de lá também passaram por uma situação semelhante. Cerca de 300 mil mulheres sofreram esterilização forçada, no final do século XX.
Hoje em pleno 2020, no Brasil mais de 65 mil mortos, a maioria é pobre. Casos tão diferentes mas tão iguais em seu objetivo, exterminar seu povo. Fascismo está aí, onde nem pensamos...
Viva o cinema Latino-americano!
Que pena que o pessoal que está caindo de amores pelo ótimo longa brasileiro mais recente "Bacurau" nem faz ideia que esse filme boliviano existe, já que há muito em comum entre os enredos políticos dos dois. Bem, faço então aqui minha parte divulgando essa semelhança pra ver se mais gente descobre.
COLONIALISMO EM PELE DE CORDEIRO
Descobri recentemente a existência deste filme e me chamou a atenção pelo fato de ele se propor ser um "cinema raiz" das terras andinas, centrado no povo indígena boliviano e falado diretamente no idioma nativo quechua, mais ou menos como acontece no filme peruano indicado ao Oscar "A Teta Assustada".
De fato, "Sangue de Condor" cumpre o que promete: é produzido 'na raça', filmado direto em locações quase sempre não-urbanas (mais ou menos como "Ceddo" de Ousmane Sembene), sem deixar por isso de ser bem montado e sempre fácil de acompanhar nos seus curtos 70 minutos, que o diretor Jorge Sanjinés sem dúvida nenhuma fez desde o começo pensando em projetá-lo para os próprios bolivianos de descendência indígena, já que me parece que os atores são amadores escalados diretamente daquele povo.
Politicamente, é muito forte e toma uma direção que eu não esperava, dissecando uma suposta "filantropia" de países colonizadores acerca do controle de natalidade sem a permissão dos próprios 'alvos' dele, o que fica particularmente mais compreensível se você prestar atenção no letreiro que abre o filme. Enfim, um ótimo longa boliviano que quase ninguém conhece - daí a importância de divulgá-lo. Tem inteiro no Youtube, se bem me recordo.