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Data de lançamento
6 Set. 2019Duração
Ruben (Riz Ahmed) é o baterista e a segunda metade de sua dupla musical Blackgammon, juntamente com sua namorada vocalista Lou (Olivia Cooke). Um ex-dependente químico e sóbrio há quatro anos, ele repentinamente começa a perder sua audição. Com ajuda de Lou e um carismático líder de uma comunidade de deficientes auditivos, ele luta para aceitar sua nova condição.
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Você começa achando que vai dar de cara com um road movie. Ver o cara tropeçando no tempo ali da bateria, te faz pensar se a música é ou não experimental (é experimental). Mas, você sente que tem algo errado ali, porque a cara do fulano não tá boa...e o som começa a ficar *abafado*.
Agora que aparentei entender muito do assunto musical, vamos pra o que importa:
O filme dá o seu tempo pra você se encontrar na bagunça do personagem, achar que tá no controle, pra depois você ser arrancado de lá junto com ele. É desesperador. E é aí que tá o grande lance, né..."controle".
Ele se retira sempre que pode pra evitar o confronto consigo mesmo, e curiosamente sua nova condição lhe confere espaço pra se escutar. Meio pesado? Pois é...e o filme sabe disso.
Não é uma superação bonitinha. Ela traz paz mas aquela paz de quem já viu o inferno, e agora tem condições pra ver a amplitude do espaço que ocupa.
No fim, acho que é um filme muito mais sobre aceitar que algumas coisas mudam e que você não consegue simplesmente voltar para a vida que tinha.
Tudo se reinventa à medida em que você se basta dentro de si.
Bonito, doloroso e silencioso.
Ps.: vale uma análise prévia de procedimentos como o feito no filme tá, pessoal? A vontade de socar uns profissional de saúde auditiva depois desse filme foi meio longe.
A cena final é uma coisa linda de doer, já o desenrolar achei um tanto quanto parado e sem muitas emoções.
Que reflexão intensa que mergulhamos junto com Ruben, senti a revolta, senti o vazio de sentido e senti o encontro consigo mesmo até o ápice final, ouvir o silêncio e abraçar ele, o que somos quando nossa profissão, carreira nos é tirado? estamos tão imersos em ilusões diárias que não nos conectamos com nosso íntimo, o filme é sobre essa auto descoberta e como o vício que antes em droga se torna por buscar a solução para a sua deficiência aos invés de tentar conviver com ela e descobrir o que ela trouxe de positivo, Me identifiquei com Ruben, porque no fim das contas ele é um ser humano tentando se encontrar.
Que filme bem feito. Faz agente refletir sobre a vida. E aquela cena final que ele esta sentando no banco, simplesmente perfeito. 29/03/26
Bem interessante como a doença do protagonista também afeta quem assiste, mas o roteiro acaba decaindo e perdendo oportunidade de ser mais intenso, além de algumas escolhas duvidosas.