O mundo está se fechando para Greta Driscoll. Às vésperas de fazer quinze anos, ela não suporta deixar sua infância, onde encontra todas as coisas que lhe dão conforto neste novo e incompreensível mundo.
Que filminho divertido, uma metáfora sobre o processo de amadurecimento e a estranheza da adolescência, uma época que não somos nem crianças e nem adultos. Embora seja meio óbvio em todas as suas metáforas não tem como não dizer que esse filme australiano é bem promissor, envolvente, criativo e diferente de tudo que é produzido pelo cinema atual.
O elenco mirim é ótimo, a fotografia é insana, lembra muito uma mistura louca dos filmes de Wes Anderson com Tim Burton, e os personagens adultos estão sempre tentando se entrosar com os menores, gerando um clima de estranheza que permeia toda a obra. Com cenas constrangedoras e sempre fica no ar aquele clima de desconforto e esse clima só vai crescendo até chegar no terceiro ato, a melhor parte.
E no terceiro ato o filme se transforma e muda completamente, flertando com o gênero terror e meio que todos os personagens que vimos aparecer no filme viram assombrações no sonho de Greta, essa é a parte mais óbvia, mas também a mais divertida da metáfora da transição pra vida adulta. E na minha opinião esse encerramento foi o ápice do filme, principalmente quando ela se despede da sua eu criança e entra em ação sua eu adolescente, mudando totalmente o comportamento dela no mundo real.
E então o filme termina com a menina finalmente se soltando e mostrando sua real personalidade que estava sendo moldada e construída ao longo da jornada onírica, então ela rompe o véu que separa o sonho da realidade, quando encontra seu amigo e troca de roupa com ele, indo para a pista de dança com ele e ambos deixam a timidez de lado e passam a arrasar na festa com suas novas roupas improvisadas (Interpretei a troca de roupas como uma metáfora pra dizer que as pessoas ajudam a nos encontramos e acabamos ficando com parte da personalidade delas ao longo de nossas jornadas nessa vida, achei muito diferente e lindo esse final), talvez uma vibe meio "Labirinto - A Magia do Tempo", mas feita de forma mais apressada e sem tantas metáforas que passam despercebidas, mas ainda assim uma bem vinda, divertida e memorável obra teen.
O filme fica ainda melhor se considerar que isso não tem pretensão nenhuma, sendo apenas o trabalho de estreia de uma diretora, já começou com força total e estou ansioso pra ver seu próximo projeto.
O Sonho de Greta retrata o amadurecimento e o abandono da infância durante a adolescência. A obra utiliza sequências oníricas para transmitir as emoções da protagonista, Greta, que enfrenta o desafio de deixar para trás a fase infantil e se tornar adulta. A diretora Rosemary Myers demonstra habilidade ao criar desconforto no espectador através da centralização dos personagens em cena, estabelecendo uma identificação com a protagonista.
No entanto, o filme falha ao não explorar adequadamente os aspectos fantásticos e de terror, parecendo indeciso quanto ao seu gênero. A direção de arte e os figurinos são destacáveis, misturando elementos da infância com a juventude. A atuação de Bethany Whitmore é elogiada por transmitir de forma convincente as diferentes emoções vividas pela personagem. Apesar das inconsistências, o filme consegue representar de forma eficaz o processo de amadurecimento e as inquietações da juventude.
Rosemary Myers mostra-se como uma diretora promissora, explorando o surrealismo para retratar as experiências internas de seus personagens.
Que filminho divertido, uma metáfora sobre o processo de amadurecimento e a estranheza da adolescência, uma época que não somos nem crianças e nem adultos. Embora seja meio óbvio em todas as suas metáforas não tem como não dizer que esse filme australiano é bem promissor, envolvente, criativo e diferente de tudo que é produzido pelo cinema atual.
O elenco mirim é ótimo, a fotografia é insana, lembra muito uma mistura louca dos filmes de Wes Anderson com Tim Burton, e os personagens adultos estão sempre tentando se entrosar com os menores, gerando um clima de estranheza que permeia toda a obra. Com cenas constrangedoras e sempre fica no ar aquele clima de desconforto e esse clima só vai crescendo até chegar no terceiro ato, a melhor parte.
E no terceiro ato o filme se transforma e muda completamente, flertando com o gênero terror e meio que todos os personagens que vimos aparecer no filme viram assombrações no sonho de Greta, essa é a parte mais óbvia, mas também a mais divertida da metáfora da transição pra vida adulta. E na minha opinião esse encerramento foi o ápice do filme, principalmente quando ela se despede da sua eu criança e entra em ação sua eu adolescente, mudando totalmente o comportamento dela no mundo real.
E então o filme termina com a menina finalmente se soltando e mostrando sua real personalidade que estava sendo moldada e construída ao longo da jornada onírica, então ela rompe o véu que separa o sonho da realidade, quando encontra seu amigo e troca de roupa com ele, indo para a pista de dança com ele e ambos deixam a timidez de lado e passam a arrasar na festa com suas novas roupas improvisadas (Interpretei a troca de roupas como uma metáfora pra dizer que as pessoas ajudam a nos encontramos e acabamos ficando com parte da personalidade delas ao longo de nossas jornadas nessa vida, achei muito diferente e lindo esse final), talvez uma vibe meio "Labirinto - A Magia do Tempo", mas feita de forma mais apressada e sem tantas metáforas que passam despercebidas, mas ainda assim uma bem vinda, divertida e memorável obra teen.
O filme fica ainda melhor se considerar que isso não tem pretensão nenhuma, sendo apenas o trabalho de estreia de uma diretora, já começou com força total e estou ansioso pra ver seu próximo projeto.
Que filme envolvente, em vários aspectos! No visual, na fase de vida da personagem, nos diálogos... Legal demais! Adorei assistir! :)
Uma grande bosta !
Mirou em ser cult ,acertou em ser chato e sem graça
O Sonho de Greta retrata o amadurecimento e o abandono da infância durante a adolescência. A obra utiliza sequências oníricas para transmitir as emoções da protagonista, Greta, que enfrenta o desafio de deixar para trás a fase infantil e se tornar adulta. A diretora Rosemary Myers demonstra habilidade ao criar desconforto no espectador através da centralização dos personagens em cena, estabelecendo uma identificação com a protagonista.
No entanto, o filme falha ao não explorar adequadamente os aspectos fantásticos e de terror, parecendo indeciso quanto ao seu gênero. A direção de arte e os figurinos são destacáveis, misturando elementos da infância com a juventude. A atuação de Bethany Whitmore é elogiada por transmitir de forma convincente as diferentes emoções vividas pela personagem. Apesar das inconsistências, o filme consegue representar de forma eficaz o processo de amadurecimento e as inquietações da juventude.
Rosemary Myers mostra-se como uma diretora promissora, explorando o surrealismo para retratar as experiências internas de seus personagens.
A descoberta da vida colorida e branca e preta.
Muito bom.