O Sonho do Inútil

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O Sonho do Inútil (2021)
O Sonho do Inútil
Média do filme: 3.2 de 5 — baseado em 16 votos
MÉDIAFILMOW
3.2
16 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 13 Jan. 2021 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 76 min (1h16)
Classificação indicativa de O Sonho do Inútil: L - Livre para todos os públicos
Status Em Breve

Data de lançamento

13 Jan. 2021

Duração

76 minutos Classificação indicativa de O Sonho do Inútil: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

No início dos anos 2000, cinco jovens se juntam para escapar da realidade de morar em uma área pobre e violenta da zona norte do Rio de Janeiro, a solução encontrada: gravar vídeos de humor para Internet. Após um acidente, o grupo acaba, e cada um segue seu caminho. O documentário revela o peso de suas escolhas.

Gênero:
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Elenco

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Comentários 5029
amigos querem ver
naasso
Nathan
4 anos atrás

No começo rolou uma preguiça daqueles vídeos de exposição forçada e da forçação de barra pra atribuir algum profundidade pra eles. Mas depois achei que eles se expuseram de um jeito corajoso de verdade e respeitei. Achei que eles conseguiram colocar um tanto de verdade deles nesse filme.

Fiquei absolutamente comovido e senti aquela vibe de turma de adolescência que viveu loucuras coletivamente. Admito que não conhecia os vídeos do Inútil porque não curto esse estilo de conteúdo. Mas achei esse documentário muito saudosista e emocionante.

pseudokane3
Wesley PC>
½
4 anos atrás

Respirando fundo...

Primeiro, uma nota pública para mim mesmo: num documentário, é imperativo saber distinguir o que é mostrado como "voz" e aquilo que é defendido como moral fílmica. O desagrado pessoal que porventura sintamos em quaisquer dos filmes deve ser compreendido como reação a um produto fílmico, não como ódio a uma ou mais pessoas envolvidas no mesmo.

Outro respiro.

Dito isso, preciso fazer as pazes comigo mesmo também: confiei que este filme teria algum mérito válido em razão de ele ter sido recomendado por pessoas em que confio, mas isso talvez tenha ocorrido por uma proximidade local com os realizadores e eventos. Estatisticamente, quem curtiu muito o filme é carioca, o que explica alguns elementos de possível identificação com algo que desagradava-me completamente: não acho a menor graça no que é feito pelo grupo Inútil. Não curto, não gosto de ver aquilo, nem sabia da existência do grupo até agora. E preferia continuar assim. Mas que bom que eles possuem seus admiradores. Há espaço para todo mundo no mundo!

Detesto com todas as minhas forças o documentário anterior do realizador, OBSERVAR E ABSORVER, e, lamentavelmente, experimentei as piores sensações espectatoriais diante deste filme mais recente (ódio, nojo, vergonha, necessidade de abandonar a sessão): por mais que eu tenha apiedado-me ou afeiçoado-me em relação aos personagens reais, a montagem do filme parece uma mistura de "Pânico na TV" com "Arquivo Confidencial", com depoimentos publicitários sumamente moralistas à la Igreja Universal do Reino de Deus. As contradições normais de qualquer existência humana - sobretudo, as periféricas - atingem aqui uma forte conotação hipócrita, visto que as imagens misturam insistente autocomiseração com um senso de humor duvidoso e sádico. Os discursos individuais parecem oximoros em sua maioria, como já acontece no título. A insistência dos envolvidos na persecução de um sonho, a qualquer custo, praticamente nega os ideais messiânicos do desfecho, em que o diretor apregoa o anseio de que "este filme possa ajudar a mudar a vida de alguém". Para piorar, alguns depoimentos familiares são terríveis, causando os sentimentos opostos à reconciliação pretendida (viste a fala do pai policial de Douglas e as interrupções rancorosas de Aluã em relação ao pedido de desculpas de sua mãe, sem contar que reclama-se que tinha gente sem máscaras num ônibus, mas as máscaras são arriadas o tempo inteiro, indiscriminadamente). Se o estilo "do it yourself" das filmagens parece extremamente mal-feito aqui, isso não se deve à precariedade das mesmas (MATARAM MEU IRMÃO e A VIZINHANÇA DO TIGRE são perfeitos exemplos de documentários excelentes que partem de premissas semelhantes), mas à adolescência congênito do estilo publicitário do realizador, que confunde-se absurdamente no compartilhamento de suas lembranças e desejos, além da confissão de que sofreu de depressão no auge de seu sucesso. Resta-me agradecer por ele ter tentado, mas achei este filme absolutamente execrável, uma das experiências mais horrendas a que precisei submeter-me este ano. Acontece, dizem... Lidarei com isso! :( - WPC>

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