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Data de lançamento
1 Jan. 1988Duração
Brian entra em contato com um nojento parasita que secreta uma droga altamente viciante, se tornando viciado na tal substância. O parasita exige algo de Brian para continuar lhe fornecendo as doses: cérebros humanos. A partir daí Brian é obrigado a ir a caça de vítimas para saciar o tal parasita para que ele continue recebendo as doses da droga da qual ele se viciou.
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Lembro-me de ter odiado este filme quando assisti na adolescência ou início da fase adulta, mas mudei de opinião após esta recente revisita: é bem divertido e tem ótimos efeitos práticos.
20.09.2025
Pelo gore, pelos efeitos e a maquiagem da década de 80, pela cena do boquete bizarro ser muito engraçada e pela participação do maluco do mistério do cesto, vale a pena ver pra que gosta ou for fã de trashs oitentistas.
A história dá pra ser resumida em uma linha: um jovem é infectado por um parasita que libera uma droga alucinógena no corpo dele mas precisa se alimentar de cérebros pra sobreviver. E é só, não acontece quase nada além disso.
Não que eu espere uma grande história de um terror trash dos anos 80, mas no caso desse aqui os visuais são tão criativos (de efeitos muito bem feitos a outros propositalmente mal feitos), cheios de gore, cores explodindo na tela e estética oitentista que dá pra esperar mais sim do desenvolvimento da história.
Se tivessem ousado na narrativa igual ousaram na direção seria bem melhor.
O soro do mal
O jovem estudante Brian (Rick Hearst) sente algo estranho em seu corpo. Ele entende que está delirando ao topar, no apartamento onde vive, com um estranho bicho falante. Só que não é delírio – uma estranha criatura alienígena chamada Elmer invadiu a casa do estudante e forma com ele uma estranha relação de simbiose – Elmer injeta pela nuca de Brian uma droga alucinógena, que o torna viciado, enquanto Brian, em troca, tem de caçar pessoas para que o monstro se alimente de cérebros.
Cultuadíssima fita de horror, muito bizarra e com tons de humor macabro, adorada por fãs de horror alternativo nos Estados Unidos. Para quem curte, assim como eu, filmes alternativos estranhos pra caramba, vai achar um sarro. Já começa com um casal de velhinhos preparando cérebro humano para dar a alguém, que está numa banheira. Não vemos o que é. De repente, aquilo foge do apartamento dos idosos, causando uma agonia no casal. É uma criatura alienígena parecida com um polvo misturado com serpente, azulado, que tem boca cheia de dentes e um sorriso de deboche. De nome Elmer, ele se esconde no apartamento de um jovem, Brian, vizinho dos idosos. Cria com ele uma relação mútua de dependência – o bicho falante, de voz grossa, se aloja atrás das costas do rapaz. Ele dá uma droga para Brian, injetada diretamente em seu cérebro, e em troca pede humanos, já que seu prato preferido é cérebro fresco. Brian vira um viciado, uma espécie de zumbi, alucinado naquela droga poderosa, e ao mesmo tempo se torna um assassino potencial – já que faz armadilhas para capturar pessoas para Elmer.
Bizarro em todos os sentidos, um dos filmes mais estranhos do cinema, feito por um diretor extremamente alternativo, Frank Henenlotter, de outro filme igualmente bizarro e sanguinário, ‘O mistério do cesto’, que integra a trilogia ‘Basket case’ (feitos entre 1982 e 1991) - de uma criatura que vive num cesto e come pessoas. ‘O soro do mal’ faz analogias sexuais – o bicho é em formato de pênis e satisfaz o personagem por trás, na nuca, fala de dependência química, e pode ter sido inspirado num clássico filme de terror alemão sobre sonambulismo e controle, ‘O gabinete do Dr. Caligari’ (1920), de um médico que utiliza um homem para cometer assassinatos. Esteja preparado, pois é uma fita cult diferentíssima. Em DVD no box ‘Sessão de terror anos 80 – Vol. 7’ - composto por dois DVDs, que reúnem quatro filmes, que são ‘A TV dos mortos-vivos’ (1987), ‘A abominável criatura’ (1988) e ‘Depois da meia-noite’ (1989), além de 40 minutos de extras, como entrevistas, galeria de imagens, making of e outtakes. Disponível na versão sem cortes de 86 minutos, enquanto a de cinema tinha 84 minutos. POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb blogspot com