Um professor, Henry Drummond, é julgado criminalmente por ensinar a Teoria da Evolução de Darwin em uma escola pública. "O julgamento do macaco", como ficou conhecido, tem repercussão mundial mediante uma batalha travada entre os advogados de acusação e a defesa, que é impedida pelo juiz de apresentar cientistas como testemunhas em favor da teoria da evolução.
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Assisti esse remake logo após o original de 1960 e posso dizer que são idênticos, os roteiros e falas são praticamente os mesmos, o que difere são as atuações, por mais que Jack Lemmon e George C. Scott fossem bons atores, não chegaram no nível dos originais e isso não é demérito nenhum pois ainda achei um excelente filme mesmo sendo um copiar e colar, o que foi bem abaixo foi a atuação do Beau Bridges como jornalista, no original Gene Kelly teve muito mais participação com sarcasmo e tiradas afiadas.
Drama feito para a TV da MGM Television, Industry Entertainment e Showtime Networks no Globo de Ouro foi vencedor de melhor ator em minissérie ou filme feito para televisão, Jack Lemmon (1925-2001); no Primetime Emmy Awards, mais 2 nomeações: melhor ator principal em minissérie ou filme, Jack Lemmon, e melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme, Beau Bridges.
Este foi o antepenúltimo filme do diretor canadense Daniel Petrie (1920-2004). O filme foi baseado na peça teatral homônima de 1955 de Jerome Lawrence (1915-2004) e Robert E. Lee (1918-1994). Este filme é uma refilmagem de O vento será tua herança (60), sendo seguido por mais 2 versões de filmes feitos para a TV: Inherit the wind (65) e Inherit the wind (88).
De acordo com Piper Laurie (1932-2023), Jack Lemmon e George C. Scott (1927-1999) estavam com a saúde debilitada durante as filmagens. No entanto, ela afirmou que, embora Lemmon frequentemente esquecesse suas falas, Scott, apesar de estar muito fraco e cansado, nunca esquecia as dele. Foi o último filme de Scott e antepenúltimo filme de Lemmon. Um dos 2 dramas de tribunal que apresentam um duelo de idéias entre Jack Lemmon e George C. Scott, sendo o outro 12 homens e uma sentença (97). Ambos foram remakes de filmes teatrais clássicos. O título da peça (e, portanto, do filme) vem do Livro dos Provérbios, 11:29: “Quem perturba a sua casa herdará o vento”.
Bem produzido, bem dirigido, bem interpretado (mas também, né, com esse elenco queria o quê?). Versão digna e respeitosa de um dos melhores filmes de todos os tempos.
"O Vento será Tua Herança" de 1960 é um clássico e um dos meus filmes favoritos, brilhantemente escrito e perfeitamente atuado, o remake não era nem um pouco necessário, mas foi feito, então era hora de torcer pelo melhor, e deu certo, o filme não é assim tão ruim. Embora o roteiro seja familiar demais, ele adiciona algumas coisinhas que funcionam no meio de tudo. As atuações da dupla principal são espetaculares, muito por conta da escolha de elenco que reuniu duas grandes lendas da história do cinema, foi uma honra assistir George C. Scott e Jack Lemmon atuarem juntos, eles dão um show (uma grande pena George C. Scott ter morrido poucos meses depois do lançamento). A direção é meio clichê, a tentativa de dramatizar demais algumas coisas no final é meio vazia, sem necessidade alguma, porém, no geral, é aceitável.
'O Vento será Tua Herança' sofre com o problema da familiaridade excessiva, mas continua sendo um bom filme (especialmente porque foi feito para TV), com um espetáculo de atuações e um roteiro que continua incrível.
Pois é... o filme é muito bom, porém, não consegue se igualar ao clássico de 1960, estrelado brilhantemente por Spencer Tracy.
Aqui, Jack Lemmon se esforça e bastante para alcançar a força e a magnitude do personagem Henry Drummond, mas se igualar à Spencer Tracy é quase impossível mesmo, eu já esperava por isso. George C. Scott também não conseguiu se igualar à Fredric March, no papel do glutão (há de se destacar, que nesse filme, quase não vemos cenas desse personagem comendo, mas no clássico de 1960, elas existem), além de ser glutão, ele também é um típico fanático religioso (chegando a ser obsessivo), Matthew Harrison Brady. Agora, quem me decepcionou mesmo foi Beau Bridges, no papel do jornalista E.K. Hornbeck, no clássico de 1960, Gene Kelly dá um show de interpretação, sendo muitas vezes, sarcástico, cínico e irônico. Ainda assim, é um bom filme, graças ao tema central, que é o direito que todos nós temos de questionar a nossa existência e evolução, sem sermos tachados como ateus ou hereges.