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Duração
Violeiro vindo do campo chega na metrópole em busca de uma vida melhor, entretanto, só consegue emprego como vigilante de uma empresa. As barbaridades que os traficantes da favela onde mora infligem à comunidade, levam-no a utilizar seu revólver para outros fins.
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- com um orçamento de um cafezinho e um pão na chapa o candeias entrega esse clássico do cinema nacional que infelizmente não tem o reconhecimento que merece
- uma obra que tanto na produção quanto nos personagens retratados mostra a falta de possibilidades e já é um presságio da década sombria do nosso cinema que por causa do collor que acabou com a embrafilme, muito poucos filmes foram feitos aqui nesse período
- as atuações e figurinos parecem risíveis, mas carregam muita bagagem e são um espelho de uma parte de nossa sociedade
Apesar de manter sua essência, aqui Ozualdo se aproxima mais de um cinema de gênero. Acho que é o filme mais diferente dele... Gostei bastante!
Apesar de eu ser apaixonado pelo diretor, por algum motivo, demorei a ver esta jóia. Erro meu: o filme serve-se de todos os seus defeitos e dificuldades de produção de maneira exemplar. Parece que o diretor escolhia sempre a pior tomada realizada - o que torna o resultado geral extremamente realista e involuntariamente divertido (afinal, o humor ocorre por identificação periférica e ressignificação contextual dos sofrimentos naturalizados e não pela graça das situações em si mesmas). Há algo de pasoliniano na direção e, por mais toscos ou abruptos que sejam os diálogos, é tudo muito crível, verossímil ou genial. O intérprete de Lobão é profissional, né? O modo como ele consegue ser repulsivo, com aquela risada sarcástica onipresente é insigne, merecedor de aplausos. Adorei a montagem redefinidora: é um legítimo produto popular que, pelo hermetismo das elipses, foi convertido em sumo produto de elite cultural. Estranho isso, né? Eis a crítica na prática deste inigualável diretor. Quero revê-lo numa comunidade de moradores, qualquer dia... O desfecho é dolorosamente brilhante. Sintético e previdente. Um documento impiedoso sobre as transformações (para pior) do Brasil após o Governo Collor. Magnífico: estava achando esquisito no início, sem entender direito as vinculações entre os personagens. De repente, eu estava em polvorosa, querendo que durasse bem mais. Ótimo testamento de um gênio! (WPC>)
“O que você está querendo é uma mensagem de esperança mas no Brasil dos Collors isso não é nada fácil, xará”