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Data de lançamento
13 Fev. 2014Duração
Até onde você iria para salvar um relacionamento? Lila e Janek estavam felizes juntos, mas em seguida, Janek comete um erro estúpido. Lila é terrivelmente ferida e recusa-se a perdoá-lo. Ele tenta entrar em contato via internet e por celular, mas é rapidamente ignorado.
É o último dia de aula antes das férias. Ambos os adolescentes estão em seu limite. Finalmente, Lila decide dar mais uma chance a Janek. Ela não menciona diretamente suas condições, mas o que espera dele para que prove seu amor é ultrajante.
Um coming-of-age que combina vingança e manipulação.
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Não sei porque recebeu uma nota tão baixa.
Fui a uma exposição de cinema estrangeiro lá no CCBB e este filme era um dos que chamou a atenção. Despretensiosamente, e sem mesmo pensar em escrever a respeito, fui dar uma olhada no que poderia ser um retrato do cinema polonês, e, olha que loucura: ele nem era.
O filme, de fato, não tem grandes assinaturas regionais – trata-se muito mais de um suspense “norte-americanizado” do que um suspense polonês. Quase tudo é mais ou menos no estilo família ocidental, sonho americano, vizinhança de casinhas, fofocas, smartphones e por aí vai, e esses elementos não remetem necessariamente à cultura polonesa ou mesmo à sua região. Mesmo os aplicativos que os protagonistas usam são familiares: Whatsapp, Skype, Macbook, entre outros, o que acaba aproximando demais, né. Não que seja exatamente um problema, mas devemos ter em mente que qualquer filme inteiramente produzido numa língua e numa terra estrangeira (e que faz parte de uma exposição de cinema estrangeiro) deveria ter pelo menos algum traço que remetesse à região de onde ele veio.
Apesar desse problema de identidade, OBIETNICA é tenso, de fato. Tenso pra cacete. Na questão do suspense, considero um dos bons. Trilha sonora atmosférica, também, densa e quase palpável, e a protagonista leva o filme sem nenhuma dificuldade. O tema, aliás, é um excelente gerador de debate: qual é, ou onde está a linha que separa o amor da obsessão? Como a gente pode evitar passar para o outro lado, quando imerso no desejo de voltar ao amado? Quando sentimos amor, estamos dispostos a fazer QUALQUER coisa pela pessoa? Inclusive roubar, matar, estuprar ou algo do gênero?
E o ostinato que “A Promessa” deixa é justamente esse questionamento, ainda mais diante das resoluções da trama; depois de tudo que aconteceu, quem deve, realmente, ser culpado? Será o namorado, a namorada, ou o sentimento humano? É um caso de crime passional ou não? Serão os sentimentos humanos (como toda a Humanidade) falhos ou rasos a ponto de nos destituir-nos de nós mesmos? Seremos vãos como o verdadeiro Amor, ou ele nunca será vão, em primeiro lugar?
Fica a dúvida.
Maneirinho.
“Uma palavra pode mudar tudo.”
o forte do filme é o suspense e a trama que só se revela no final