Diana, uma prostituta de luxo que perdeu a visão após um ataque, encontra um parceiro guia em um garoto chinês chamado Chin. Juntos, eles caçarão um perigoso assassino no meio da escuridão da Itália.
Interessante que o giallo aqui parece mais um escopo estético para tratar temas análogos à introspecção e à solidão dos personagens do que o puro e simples banho de sangue e violência. A protagonista, ao perder a visão num trágico acidente, passa a ressignificar sua própria vivência à medida que passa a adequar-se à sua nova situação. A criança, por sua vez, ao perder os pais, vê-se diante de um cenário de incertezas e vulnerabilidade, tanto por sua condição de órfã quanto por sua origem. E é justamente nessa introspecção que o filme brilha: é vibrante, pulsante e super afetivo — a trama policial perde o foco em relação à trama fraternal e a relação entre a moça cega e o menino chinês torna-se um elemento que prende bastante. O algoz também está conectado a essas temáticas mais humanas e sociais, aparecendo sempre à espreita do que está acontecendo, inclusive com um olhar subjetivo que revela esse teor mais intimista e resguardado que ele possui.
A cena do eclipse é belíssima e a trilha sonora é imersiva e envolvente.
Triste que depois de tanto tempo após o Drácula 3D, Dário Argento entregue essa mistureba fraca de tudo que já fez. Não é um desastre completo, mas ao menos o anterior era engraçado de tão tosco, esse aqui se faz tão sério e simplesmente não se sustenta
"Quem não tem colírio, usa óculos escuros!"
Interessante que o giallo aqui parece mais um escopo estético para tratar temas análogos à introspecção e à solidão dos personagens do que o puro e simples banho de sangue e violência. A protagonista, ao perder a visão num trágico acidente, passa a ressignificar sua própria vivência à medida que passa a adequar-se à sua nova situação. A criança, por sua vez, ao perder os pais, vê-se diante de um cenário de incertezas e vulnerabilidade, tanto por sua condição de órfã quanto por sua origem. E é justamente nessa introspecção que o filme brilha: é vibrante, pulsante e super afetivo — a trama policial perde o foco em relação à trama fraternal e a relação entre a moça cega e o menino chinês torna-se um elemento que prende bastante. O algoz também está conectado a essas temáticas mais humanas e sociais, aparecendo sempre à espreita do que está acontecendo, inclusive com um olhar subjetivo que revela esse teor mais intimista e resguardado que ele possui.
A cena do eclipse é belíssima e a trilha sonora é imersiva e envolvente.
O que salva é a trilha e nerea. Rs
Filme inferior da sua filmografia, porém melhor que muitos aí…
[spoiler][/spoiler] a cena das cobras, acho que poderia ter sido cortada, meio que desnecessária 😂
Triste que depois de tanto tempo após o Drácula 3D, Dário Argento entregue essa mistureba fraca de tudo que já fez. Não é um desastre completo, mas ao menos o anterior era engraçado de tão tosco, esse aqui se faz tão sério e simplesmente não se sustenta