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Apesar de ter formação universitária, Jimmy Porter (Richard Burton) não consegue trabalho melhor do que ter, junto com Cliff Lewis (Gary Raymond), uma barraca de doces em uma feira. A relação de Jimmy com Alison (Mary Ure), sua esposa, alterna entre abraços e beijos quando se sente bem e ofensas verbais quando está irritado, o que é mais freqüente. A atriz Helena Charles (Claire Bloom), a melhor amiga de Alison, vai ficar alguns dias hospedada com eles, enquanto encena uma peça. Helena foi convidada por Alison, que precisa de alguém para conversar, mas Jimmy não a suporta e a ofende sempre que possível. Ela, por sua vez, diz para Alison abandonar Jimmy, pois este casamento só lhe trouxe infelicidade.
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Look Back in Anger é um um bom ponto de partida na carreira de Richard Burton, onde ele demonstra seu talento crescente. Claire Bloom também se destaca com uma boa performance. O filme se torna ainda mais interessante para os amantes de música, não só pela trilha sonora envolvente, mas também pela maneira como a música está integrada à trama. Além disso, possui uma boa fotografia.
Mais uma vez o diretor Tony Richardosn entrega uma mise-en-scene digna de nota. Se por um lado os dilemas das personagens nem me conquistaram tanto , a fotografia e as atuações exalam uma beleza pungente, o tempo todo. A cena final é de ficar na memória tamanha a beleza da construção imagética.
Produção inglesa em preto e branco indicada ao Globo de Ouro de melhor ator de drama, Richard Burton (1925-1984); no BAFTA, mais 4 nomeações: melhor filme britânico, melhor ator britânico, Richard Burton, melhor roteiro britânico e melhor filme de qualquer fonte. O filme foi baseado na peça homônima de John Osborne (1929-1994) sobre um triângulo amoroso. O filme e a peça são exemplos clássicos do movimento cultural britânico conhecido como realismo de 'pia de cozinha'. Este longa também ficou conhecido no Brasil como "Paixão proibida".
Houve outra versões, todas feitas para a TV, e baseadas na mesma peça de John Osborne: a dinamarquesa Ung vrede (67), a italiana Ricorda con rabbia (69), a sueca Se dig om i vrede (69), a anglo-estadunidense Look back in anger (85) e a inglesa Look back in anger (89). Foi geralmente aceito que Richard Burton parecia velho demais para interpretar um garoto de 25 anos. Foi o 1° filme para o cinema de Nigel Davenport (1928-2013) e o de Alfred Lynch (1931-2003). John Osborne e Mary Ure (1933-1975) se casaram mais tarde. Tony Richardson (1928-1991), dirigindo seu 1° longa para o cinema - antes havia dirigido 4 filmes para a TV -, deu a ele um estilo duro e vital que representa algo novo no cinema britânico.
Um bom desempenho de Burton. A maneira como a autoaversão irrompe em fúria é bastante familiar. Eu poderia sentir a sufocação do que sua vida havia se tornado. Muito bem dirigido quase tudo em formato teatral, fantasticamente fotografado e trilha sonora de jazz deslumbrante. Eu só posso imaginar a intensidade e a eletricidade humana que deve ter cercado as filmagens deste filme. Um drama que recebeu ótimas críticas, tanto por sua trama e performances quanto por sua recriação exemplar e realista do período que retrata.
Richard Burton em uma atuação memorável. Eu fiquei observando tudo o que ele fazia sem piscar os olhos.
Bela fotografia, músicas (jazz, jazz!), alguns diálogos afiados. Bela atuação de Richard Burton, para um personagem bem inconstante.