"Às vezes penso, terá sido sempre assim? Terá sido sempre assim e não quis perceber? Não. Não. Há um momento em que tudo se transforma e já nunca é o mesmo."
Me pergunto quando, em que lapso temporal, relacionar-se amorosamente se tornou essa teia tão complicada? Me pergunto se, de fato, houve essa transformação... Se relacionar-se já foi algo simples...? Fácil...? Como desconhecemos nossas emoções, nossos sentidos... como estabelecemos uma série de quesitos, que inocentemente acreditamos que precisam ser preenchidos para que possamos nos apaixonar. E o choque ao ver que a criatura amada e querida por nós não atende aos quesitos e expectativas estabelecidas simplesmente porque os Afetos não nos pedem permissão.
Que véu é esse que nos cega e nos tira os sentidos? Que impede nossa percepção? Que não se forma pra quem nos observa, mas apenas para nós, os envolvidos? Quais os limites e em que pequeno momento tudo se torna algo novo? Será se é mesmo o afeto que se transforma ou são as nossas percepções, esse véu, que subitamente nos é tirado e enxergamos o que sempre esteve ali como num relâmpago de realidade e percepção... E que coragem teríamos de assumir nosso sentimentos? De deixar que os rios que correm dentro de nós fluíssem sem construirmos barreiras...
Será o véu que nos cega ou a força com que esse relâmpago chega?
Me pergunto o quanto estamos preparados para nos reconhecermos sendo amados... Isso não deveria ser um motivo para que algo acabasse, nunca...
Um filme imensamente tocante, onde a carga emocional não precisa ser nomeada para que compreendamos exatamente do que se trata.
Amei a ligação do emocional de Eva com o seu apartamento vazio.
E o abraço final diz tanto sem nenhuma palavra... O silêncio que comunica mais que um imenso emaranhado de palavras. O silêncio que não precisa ser explicado, apenas sentido. O abraço que de tão simbólico, nos envolve também.
O medo de amar é o medo de ser livre, mas pode ser por sofrer demais! Trauma que se revela. O filme é interessante, mas um pouco lento demais pra pouco resultado!
Não é o melhor filme do mundo, mas também não é uma porcaria. Retrata com muita precisão o que acontece quando os sentimentos começam a se misturar, mas o medo é maior. E a escolha do título foi perfeita. Nota 6,5.
"Às vezes penso, terá sido sempre assim? Terá sido sempre assim e não quis perceber? Não. Não. Há um momento em que tudo se transforma e já nunca é o mesmo."
Me pergunto quando, em que lapso temporal, relacionar-se amorosamente se tornou essa teia tão complicada? Me pergunto se, de fato, houve essa transformação... Se relacionar-se já foi algo simples...? Fácil...?
Como desconhecemos nossas emoções, nossos sentidos... como estabelecemos uma série de quesitos, que inocentemente acreditamos que precisam ser preenchidos para que possamos nos apaixonar.
E o choque ao ver que a criatura amada e querida por nós não atende aos quesitos e expectativas estabelecidas simplesmente porque os Afetos não nos pedem permissão.
Que véu é esse que nos cega e nos tira os sentidos? Que impede nossa percepção? Que não se forma pra quem nos observa, mas apenas para nós, os envolvidos? Quais os limites e em que pequeno momento tudo se torna algo novo? Será se é mesmo o afeto que se transforma ou são as nossas percepções, esse véu, que subitamente nos é tirado e enxergamos o que sempre esteve ali como num relâmpago de realidade e percepção...
E que coragem teríamos de assumir nosso sentimentos? De deixar que os rios que correm dentro de nós fluíssem sem construirmos barreiras...
Será o véu que nos cega ou a força com que esse relâmpago chega?
Me pergunto o quanto estamos preparados para nos reconhecermos sendo amados... Isso não deveria ser um motivo para que algo acabasse, nunca...
Um filme imensamente tocante, onde a carga emocional não precisa ser nomeada para que compreendamos exatamente do que se trata.
Amei a ligação do emocional de Eva com o seu apartamento vazio.
E o abraço final diz tanto sem nenhuma palavra... O silêncio que comunica mais que um imenso emaranhado de palavras. O silêncio que não precisa ser explicado, apenas sentido. O abraço que de tão simbólico, nos envolve também.
Torço por uma continuação.
O medo de amar é o medo de ser livre, mas pode ser por sofrer demais! Trauma que se revela. O filme é interessante, mas um pouco lento demais pra pouco resultado!
Não é o melhor filme do mundo, mas também não é uma porcaria. Retrata com muita precisão o que acontece quando os sentimentos começam a se misturar, mas o medo é maior. E a escolha do título foi perfeita. Nota 6,5.
A trilha sonora é um tanto repetitiva.
Filme raso.