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Sinopse
O assassinato de duas mulheres em Paris no século XIX deixa a polícia confusa e coloca em ação o detetive Dupin, que tenta desvendar o crime para provar a inocência do namorado de sua filha.
É difícil adaptar as obras do Poe. Os contos são curtos e escritos em uma época em que o cinema nem existia. Aqui eles preencheram bem as lacunas que apareceriam no filme, ficou bom!
Os Assassinatos da Rua Morgue (ou Os Crimes da Rua Morgue), de Edgar Allan Poe, é o primeiro romance policial da história da literatura, protagonizado pelo primeiro grande detetive da ficção, Auguste Dupin, investigando o primeiro crime misterioso com a primeira reviravolta (ou plot twist) final sobre a identidade do assassino, elementos que marcariam o gênero pra sempre. O livro foi adaptado quatro vezes.
A primeira vez com Bela Lugosi, Os Assassinatos da Rua Morgue de 1932, não é quase nada fiel ao original. Apresenta um vilão inédito com motivações diferentes, não há suspense ou surpresas para o público sobre quem pratica os crimes, pois esse personagem aparece desde o início junto do vilão, e tão pouco pouco o foco é no detetive Auguste Dupin, que deixou de ser detetive e foi transformado em Pierre Dupin, um mocinho romântico. A segunda vez com Karl Malden, O Fantasma da Rua Morgue de 1954 é, na verdade, uma mistura do livro com o filme de 1932. Porque parte da trama é bem fiel ao texto do Poe. Foca no detetive, no mistério e na investigação. Mas bem antes do final, surge o tal vilão exclusivo do cinema junto com o assassino e então a trama se afasta do original da metade em diante e vira um remake do filme do Bela Lugosi. A terceira vez com Jason Robards e Herbert Lom, Assassinatos na Rua Morgue ou Os Crimes Hediondos da Rua Morgue de 1971, nem dá pra dizer exatamente que é uma adaptação, já que a única ligação com a obra do Poe é que toda a trama de mistério envolve uma companhia de teatro que representa Os Assassinatos da Rua Morgue E, finalmente, a quarta vez foi com George C. Scott, Rebecca De Mornay e Val Kilmer, neste Os Assassinatos da Rua Morgue, de 1986.
Essa é, de longe, a versão mais fiel ao livro (apesar de acrescentar algumas subtramas) e também a melhor. Embora eu considere as outras divertidas, a história original do Poe é muito criativa e tem um suspense de roer as unhas. Lembro de ter visto numa tarde no SBT. Dei sorte justamente de ter pego a única versão que se preocupa em reproduzir o suspense do livro até o fim. Jeannot Szwarc é um diretor competente. Revi o filme hoje e ele passou voando. Ainda é uma ótima produção, bastante dinâmica, com excelente atmosfera de mistério. E George C. Scott entrega uma ótima performance como Auguste Dupin, que resolve um caso complicado usando nada mais que inteligência e astúcia. Recomendo aos fãs do Poe assistirem essa versão primeiro.
Adaptação de Poe feita para tv.
É difícil adaptar as obras do Poe. Os contos são curtos e escritos em uma época em que o cinema nem existia. Aqui eles preencheram bem as lacunas que apareceriam no filme, ficou bom!
Os Assassinatos da Rua Morgue (ou Os Crimes da Rua Morgue), de Edgar Allan Poe, é o primeiro romance policial da história da literatura, protagonizado pelo primeiro grande detetive da ficção, Auguste Dupin, investigando o primeiro crime misterioso com a primeira reviravolta (ou plot twist) final sobre a identidade do assassino, elementos que marcariam o gênero pra sempre. O livro foi adaptado quatro vezes.
A primeira vez com Bela Lugosi, Os Assassinatos da Rua Morgue de 1932, não é quase nada fiel ao original. Apresenta um vilão inédito com motivações diferentes, não há suspense ou surpresas para o público sobre quem pratica os crimes, pois esse personagem aparece desde o início junto do vilão, e tão pouco pouco o foco é no detetive Auguste Dupin, que deixou de ser detetive e foi transformado em Pierre Dupin, um mocinho romântico.
A segunda vez com Karl Malden, O Fantasma da Rua Morgue de 1954 é, na verdade, uma mistura do livro com o filme de 1932. Porque parte da trama é bem fiel ao texto do Poe. Foca no detetive, no mistério e na investigação. Mas bem antes do final, surge o tal vilão exclusivo do cinema junto com o assassino e então a trama se afasta do original da metade em diante e vira um remake do filme do Bela Lugosi.
A terceira vez com Jason Robards e Herbert Lom, Assassinatos na Rua Morgue ou Os Crimes Hediondos da Rua Morgue de 1971, nem dá pra dizer exatamente que é uma adaptação, já que a única ligação com a obra do Poe é que toda a trama de mistério envolve uma companhia de teatro que representa Os Assassinatos da Rua Morgue
E, finalmente, a quarta vez foi com George C. Scott, Rebecca De Mornay e Val Kilmer, neste Os Assassinatos da Rua Morgue, de 1986.
Essa é, de longe, a versão mais fiel ao livro (apesar de acrescentar algumas subtramas) e também a melhor. Embora eu considere as outras divertidas, a história original do Poe é muito criativa e tem um suspense de roer as unhas. Lembro de ter visto numa tarde no SBT. Dei sorte justamente de ter pego a única versão que se preocupa em reproduzir o suspense do livro até o fim. Jeannot Szwarc é um diretor competente. Revi o filme hoje e ele passou voando. Ainda é uma ótima produção, bastante dinâmica, com excelente atmosfera de mistério. E George C. Scott entrega uma ótima performance como Auguste Dupin, que resolve um caso complicado usando nada mais que inteligência e astúcia. Recomendo aos fãs do Poe assistirem essa versão primeiro.
Filme fraquinho
09/02/2017
bonzinho