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Numa cela colonial dos Estados Unidos de antigamente, uma senhora idosa está sentada perto de um sino, quando é assediada por um homem com a cara pintada de preto e por um índio, numa colagem de situações surrealistas que podem conduzir à morte...
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esse trabalho anterior ao cidadão kane é um tanto grosseiro e exótico, mas declaradamente surrealista, claro... encontra-se aqui livre associação, cenário e personagens pitorescos e obsessão/apreciação artística pelos objetos per si; não é difícil notar que se trata de um flerte acentuado aos materiais de vanguarda produzidos por luis buñuel e jean cocteau; mas é também um deboche, obra parodiada e inflada de cenas hiperbólicas... não possui narratividade, e se possui, se trata de uma narrativa demasiadamente retalhada, o mosaico é tão vasto que a melhor forma de assistir é absorver a imagética e admirar as peças como obras em si... cada frame como uma escultura completa
Algumas pessoas creditam este como sendo o primeiro curta metragem dirigido por Orson Welles, quando na verdade ele já havia dirigido o curta metragem Noite de Reis, baseado em Shakespeare, um ano antes deste. O curta é super rápido, então fica difícil atribuir até que ponto é ideia de Welles ou até que ponto é ideia de Vance, o resto é mera especulação. O tom é satírico e surrealista ao mesmo tempo, algo bem experimental, o que demonstra uma certa genialidade, já que estamos falando de algo lançado em 1934. É também uma ácida crítica social a mentalista colonialista americana. Vale a pena assistir como curiosidade se você é fã do Welles como eu.
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https://www.youtube.com/watch?v=pXKIMag5hHE
O final é hilário.
Genial