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Duração
Por trás de um comportamento aparentemente maduro, Charly, um homem adulto, esconde uma mentalidade de criança. Seu modo de ser ingênuo e puro desperta o interesse de sua professora. Ela consegue convencê-lo a fazer uma neurocirurgia e ele fica curado. Entre os dois começa um romance. Baseado num curta-metragem escrito por Daniel Keyes.
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A cena em que ele se compadece do garçom e vai ajudá-lo é muito bonita
O principal problema desse filme foi trair o personagem central. Ele não tem a doçura característica do personagem do livro. Sei e entendo as mudanças que ocorrem em qualquer adaptação, mas
aquela cena da tentativa de estupro foi lamentável.
Um dos pontos positivos do filme Os Dois Mundos de Charly é, sem dúvida, a atuação do protagonista, que conseguiu transmitir bem as nuances do personagem. Além disso, considerando que se trata de uma produção antiga, os efeitos especiais surpreendem bastante. Foram bem feitos e funcionaram bem dentro da proposta da época.
No entanto, como alguém que leu recentemente o livro Flores para Algernon, confesso que me incomodei bastante com a forma como Charly foi retratado no filme. Em muitos momentos, ele é apresentado quase como um tarado, o que destoa completamente da delicadeza e profundidade com que seus sentimentos — especialmente em relação à Alice — são descritos no livro. Além disso, suas atitudes soam por vezes inconsequentes — o que não combina com a construção do personagem original.
Claro que toda adaptação muda coisas (e tudo bem, isso faz parte), mas nesse caso achei que as mudanças tiraram muito da sensibilidade e do impacto que o livro tem. Enquanto o livro é tocante, profundo e cheio de camadas emocionais, o filme acaba ficando bem abaixo disso.
Apesar de um tanto datado pelo tema abordado o personagem cativante e a trama simples e bonitinha ajuda a sessão. E Robertson está mesmo bem no papel principal.
16/03/2024
Passou o tempo legal