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Duração
Valter estuda de noite. Iara, sua mulher, diz que os novos inquilinos não trabalham, que devem ser bandidos. Ninguém sabe de onde vieram os três rapazes, Iara diz que eles levam mulheres para casa e falam palavras sujas. Os jovens da rua querem ir para a briga, Valter quer dormir. Ele não tem uma arma, tem uma filha e um filho pequenos, fica fora o dia inteiro, não vê o que se passa na rua, ouve o que a mulher diz, o que a rua diz, ouve o barulho da música e das risadas dos inquilinos, de madrugada. E não consegue dormir. Quem vai morrer? Valter não sabe.
Estúdio/Distrib.: Pandora Filmes
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Filme simples. A única indignação que tive foi com o barulho dos vizinhos.
Soou muito raso para mim, um denuncismo quase que mínimo, muito pequeno perto do todo.
Drama nacional da Agravo Produções Cinematográficas e Global Film Initiative
indicado a 2 categorias no Prêmio Guarani: melhor roteiro adaptado e melhor revelação masculina, Marat Descartes; no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, venceu 2 prêmios: melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante, Cássia Kis.
A estória foi filmada em São Paulo, capital. Este foi o penúltimo de 8 filmes longas-metragens, até agora, do diretor paranaense Sérgio Bianchi. Estréia cinematográfica de Marat Descartes. Os nomes mais conhecidos do elenco - Cássia Kis, Caio Blat, Leona Cavalli e Fernando Alves Pinto - fazem participações especiais.
Uma grata surpresa do cinema nacional que é uma mistura de drama tenso, mistério e suspense. Uma exposição irônica e ácida de um problema social na cidade grande. Uma crônica do cotidiano de uma família na periferia de São Paulo. Confesso que não conhecia os atores principais, Marat Descartes e Ana Carbatti, nunca tinha ouvido falar deles, e me surpreendo com suas atuações. A estória é tensa, angustiante e incômoda..., uma situação complicada de ser resolvida por esta família que se sente cada vez mais insegura com os novos moradores do lado de sua casa. A cena final foi tragicômica e parece muito os dias em que vivemos hoje no Brasil.
Nada mais é que a vida como ela é sendo bem retratada aqui.Por muitas pesada,mas com alívios ao longo.O elenco é recheado de bons nomes,alguns com bastante participação,outros com três palavras para falar.
>Assistido em 20 de Março de 2022
-Dou nota 6/10
Um retrato bem fiel da realidade do descaso que muitas pessoas vivem em lugares remotos com vizinhos fora da realidade normal, aqui temos uma trama sempre em alta tensão, a gente sempre espera que algo deve ocorrer, e ocorre, mas de uma forma bem surpreendente. Um projeto muito bem defendido pelo grande Sérgio Bianchi, mostrando o drama, a violência e o medo de muitas famílias que convivem com esse tipo de gente. Sinto que o filme traz uma realidade muito bruta, isso não só nos diálogos, mas na condução cotidiana que ele traz, aquele vício repetitivo do dia a dia das famílias de periferia. Se sobressaem vários nomes do elenco, mas Ana Carbatti, Marat Descartes, Sérgio Guizé e Umberto Magnani se superam em ótimos personagens.
Assisti a noite passada e ainda estou com a sensação que não vou conseguir expressar por escrito tudo o que ainda estou a sentir.
Terminei o filme com uma sensação de tensão a roçar a adrenalina, sensação que adoro que o cinema me faça sentir e que muitas vezes não é possível.
Amei demais as performances super realistas, os diálogos igualmente realistas, o plano inicial de fotografia de um amontoado de casas, a crítica social super ácida, a trilha sonora com um contributo muito pertinente na criação de tensão, todo o desgaste evidente que se vai verificando no personagem principal (O zumbido foi algo brutal mesmo! Até eu me estava a começar a sentir mal, tamanha a tensão transmitida ao espetador. Toda a cena foi sublime!), os delírios ou sonhos ou quiçá realidade, o sorriso macabro da mulher dele quase no fim do filme (senti-me arrepiada!),...,...,...
Tudo o que escrever mais não vai fazer qualquer jus à experiência incrível de ver esta película!
Uma obra-prima!
Vou já à procura de mais filmes deste diretor!