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Data de lançamento
27 Abril 2017Duração
Jay Bahadur, um jornalista amador de 24 anos, está prestes a arriscar sua própria vida para colocar em prática um plano complexo: se infiltrar entre perigosos piratas somalis, que se preparavam para sequestrar o grande navio cargueiro Maersk Alabama. Mesmo com ameaças contantes e com o risco de ser atacado, ele fará de tudo para conseguir uma entrevista com o líder do grupo.
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Acabei de ver Os Piratas da Somália e fiquei com sentimentos mistos. A história do Jay Bahadur, um cara comum, eximio jornalista, porém desmotivaado que decide ir até a Somália pra entender o que realmente acontece por lá, é bem interessante pela forma que é aprensentada. O legal aqui é ver que essa ideia nao partiu totalmente dele, precisou de alguém ir lá dar uma motivada, plantar a semente, colocar a sua fé em prova, esse alguém era ninguém menos que Al Pacino, que depois some do filme bizarramente, sem explicações, o que me incodmou um pouco. Evan Peters manda bem no papel, e o filme tenta mostrar um lado mais humano dos piratas, o que é até legal, pois sempre tem os dois lados da moeda. Mas, sinceramente, às vezes parece que o filme não sabe se quer ser engraçado, sério ou inspirador. Ele flerta todos esses genêros, meio que "atirando pra todos os lados", faltou um foco neste aspecto & a trilha sonora + a edição meio travada também não ajudam muito.
O Barkhad Abdi, que já tinha brilhado em Capitão Phillips, aparece de novo, roubando a cena , um ator que tem presença forte, mesmo num papel mais tranquilo, só consigo imaginar ele como PIRATA somaliano agora. O que mais me pegou foi que, apesar de falar da Somália, o foco fica quase todo no jornalista e suas crises pessoais. A gente vê tudo pelos olhos dele, e isso acaba deixando a cultura somali desperdiçada, de lado, algo que é ironizado até mesmo dentro do filme, quando uma moça faz uma crítica a visão totalmente americanizada do filme 'Falcão Negro em perigo" (Quero ver!). É bacana ver que o diretor tentou dar espaço pra atores africanos, mesmo que o filme ainda gire muito em torno do protagonista.
No fim das contas, não é um filme de ação como Capitão Phillips ou qualquer outro do tipo, então quem espera isso pode se decepcionar, achar ruim ou até morno demais. Ele nos lembra da importância de uma reportagem independente , da coragem de sair da zona de conforto para buscar a verdade. Também nos mostra como é fácil tropeçar quando se tenta contar uma história complexa sem mergulhar de verdade em todas as suas camadas. Se você curte histórias baseadas em fatos reais, com um toque de crítica social e um olhar diferente sobre o jornalismo, vale a pena dar uma chance. Não é nem de perto perfeito, mas dependo do olhar, pode ter alguns momentos bons.
Filme muito bom. Mostra a estrutura e objetivo dos somalianos.
O filme é interessante, a fotografia é linda, mas faltou acontecer
Uma tentativa bem-intencionada de fornecer um contexto sociopolítico mais amplo para o suspense de roer as unhas dos seqüestros retratados em seus antecessores cinematográficos, o filme de Bryan Buckley centra-se na jornada quixotesca do jornalista canadense Jay Bahadur (Evan Peters) na semi-autônoma para a Somália.
Vacilando entre a comédia leve e o realismo socialmente consciente, Buckley muitas vezes parece incerto de qual tom ele está tentando atingir. A trilha sonora genericamente dramática e a edição lenta estão frequentemente em conflito com a frouxidão das performances, particularmente a virada escandalosamente de garganta de cascalho de Al Pacino, que parece irradiada de outro filme inteiramente.
O filme faz questão de chamar a atenção para a sua própria sensibilidade cultural. Mas o filme se aproxima demais da perspectiva de Jay para oferecer um retrato verdadeiramente arrebatador ou incisivo da vida somali. Em vez de se expandir para beber nos detalhes e personagens da Somália, ele se retira para a narrativa de crescimento pessoal e desenvolvimento profissional de Jay. Enquanto quem rouba a cena é ninguém menos que Barkhad Abdi, o ator somali indicado ao Oscar por sua atuação quase selvagem em Capitão Phillips (2013). É gratificante ver como o carisma de 90 watts de Abdi se adapta a um personagem menos ameaçador aqui, enquanto Buckley se esforça para dar papéis a atores africanos em geral. O resultado é um filme, em última análise, mais interessado no jornalista do que em sua história.
Pensei que ia ter uma pegada meio Capitão Philips, ou até mesmo Diamante de Sangue, mas não é nada disso. O filme fica construindo um clímax que nunca chega. A história do cara ir até a Somália para mostrar o outro lado da moeda é bem interessante. Mas esse filme é super chato. Nem o Al Pacino salvou o tédio. Eu quando vi a capa do filme jurei que ia ter o Leonardo Di Caprio, mas não, era só o ator principal barbado.