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Em 24 de março de 1994, comemorou-se os 150 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, o patriarca de Juazeiro do Norte, no Ceará. O documentário acompanha um caminhão de romeiros em sua peregrinação de Fernandes, no Município de Arapiraca, em Alagoas, até Juazeiro — uma viagem de 700 km percorridos em 16 horas. Depoimentos de ex-romeiros e seus descendentes estabelecidos em Juazeiro — hoje um centro comercial de 180 mil habitantes — traçam o perfil histórico e lendário do Padre Cícero, um santo popular que morreu suspenso de ordens pela Igreja em 1934, e que representou, para os pobres do Nordeste, o papel de advogado e conselheiro, única esperança num mundo sem esperança. Prêmio de Melhor Fotografia no 18º Guarnicê de Cine-Vídeo.
Fonte: Cecip
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Outro registro simples de Coutinho.A delicadeza do documentário impressiona,sempre com diálogos valiosos e personagens ainda mais.Um dos ótimos registros do diretor.
>Assistido em 08 de Novembro de 2023
Sinto um certo misto de pena e raiva destas pessoas que cometem crimes contra si mesmas para participar de tais ritos de auto-penitência em prol da glorificação de certas figuras e deuses. Apesar de não julgar Coutinho demonstra claramente que suas intenções tem um lado crítico especialmente quando compara o mercado fonográfico ao mercado altamente capitalista católico.
Este é um filme raríssimo do diretor, muito mais televisivo em seu formato que os documentários antigos produzidos para o Globo Repórter e, aqui, o problema maior é que o estilo diretor se deixou sufocar pelo tema impressionante: há muito mais das romarias que daquela capacidade singular de Eduardo Coutinho em descobrir depoentes epifânicos. Há, inclusive, narração em 'off', procedimento que o diretor relutava bastante em utilizar... Ainda assim, é um filme que não tinha como não ser impactante, para além de seu excesso de "televisismo" e apesar de eu tê-lo visto numa má cópia incompleta... Mas valeu a pena: antes isso que nada! (WPC>)