Os Vinte e Oito Heróis

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Os Vinte e Oito Heróis (2016)
Dvadtsat vosem panfilovtsev Outros títulos
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 72 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
72 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 24 Nov. 2016 Outras datas
País de origem Rússia 🇷🇺
Duração 121 min (2h01)
Classificação indicativa de Os Vinte e Oito Heróis: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Status Em Breve

Data de lançamento

24 Nov. 2016

Duração

121 minutos Classificação indicativa de Os Vinte e Oito Heróis: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

URSS, Novembro de 1941. Baseado no relato do repórter Vasiliy Koroteev que foi publicado no jornal do Exército Vermelho, Krasnaya Zvezda, pouco tempo após a batalha. Essa é a história de Panifilov's 28, um grupo de vinte e oito soldados do 316º batalhão do Exercíto Vermelho divisão Rifle, sob o comando do general Ivan Panfilov que impediu o avanço de 54 tanques nazistas do 11º Batalhão divisão Panzer por diversos dias. Armados somente com armas comuns, Mosin-Nagant, rifles de infantaria, DP e metralhadoras PM-M1910, todas inúteis contra tanques e com granadas anti-tanque RPG-40 completamente inadequadas e rifles anti-tanque PTRD-41, eles lutaram incansavelmente e desafiadoramente, com uma bravura incomum e dedicação inabalável para proteger Moscou e sua Pátria Mãe.

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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

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amigos querem ver

O cinema de guerra russo tem duas vertentes: a realista, que inclui obras como A Ascensão, Guerra, Tigre Branco e Vá e Veja, e a vertente heróica, da qual este 28 Heróis faz parte. Apesar de não ter a qualidade dos filmes citados, é um filme bem feito, em especial na trilha musical e nos ótimos efeitos sonoros. Demora 40 minutos para a ação propriamente dita começar, mas daí em diante praticamente não há momentos "parados". Se conseguir relevar os diálogos - principalmente os discursos do sargento do pelotão - poderá curtir melhor o filme, que está disponível no YouTube com excelente qualidade de som e imagem (uma pena que não em versão legendada).

fabiokowalski
Fabio Kowalski
½
4 anos atrás

Faltou ao final Stalin carregando um garotinho loirinho com um cachorro com roupinha vermelha com a foice e martelo, subindo em uma matrioska e ascendendo aos céus com hino sendo executado e nuvens formando a bandeira da URSS !!!

Fui pesquisar sobre essa batalha, alguns dizem que existiu, russos ou amantes do comunismo, outros que é mentira, e outros mais certo, que não foi assim taummm heroico assim, afinal estavam enfrentando uma companhia blindada e pelotões de assalto, no filme faz parecer que um russo com estilingue explodia um panzer!!! E isso que me levantou tanta desconfiança ao longo da dramaticidade, tipo os alemães foram desenhados no filme igaul ao Charles Bronson com um 38 matar um monte de punk com metralhadora..em fim!!

Os EUA sao campeões de fazer filme nacionalista, exaltando sua força, mas esse aqui vou te conta, deixou no chinelo, quando subiu as letrinhas no final fiquei de pé com a mão no peito e vou cortar minha barba e deixar só um el bigodon e ficar a cara do Stalin..te doido com um coquetel molotov fazia o mundo lamber os beiços da minha bota...

editado
williamlita
William
4 anos atrás

Acho que foi o filme mais fraco que já vi dessa onda de 'filmes patrióticos soviéticos da ww2 da década de 2010'', a primeira hora é só dialogo, e não é dialogo de construção de personagens para tu saber a história deles, é só conversa fora mesmo, piada, os cara fazendo nada, discurso motivacional, as batalhas são beeeem fraquinhas, sendo muitas vezes as mesmas tomadas, fora que a batalha tá mais para um assalto pq ela é bem rapido em questão de tempo dentro do filme, então sei lá, tem filmes melhores que esse para se ver.

txicos
txicos
½
4 anos atrás

História de guerra baseada nas crônicas do jornalista russo Vasily Koroteev ao visitar o flanco oeste de Moscou atacado pela 2ª divisão panzer alemã. O jornalista escreveu sobre o suposto feito heróico da 316ª divisão de infantaria russa ao tentar repelir o ataque. Apesar da história nunca ter sido comprovada, ela é aparentemente bastante popular na cultura militar russa e provavelmente por isso virou um filme.

Ele é basicamente um longa de ação cheio de efeitos especiais e com atuação meio fraca por parte dos atores e a típica exaltação do heroísmo russo, sendo que praticamente 2/3 do filme é sobre a suposta batalha. Pra quem curte filmes cheios de explosão, esse é uma boa pedida. Um detalhe curioso é que os soldados alemães são praticamente todos mostrados sem rosto, estão sempre com algum lenço em volta da face, como que insinuando que não eram humanos. Dá pro gasto.

editado
jordisonfrancisco
Jordison
7 anos atrás

verdade ou mentira essa história?
https://extra.globo.com/noticias/mundo/herois-de-verdade-ou-de-mentira-20276163.html
A desmistificação da mitologia soviética... http://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/historiador-desfaz-mitos-sobre-o-fim-da-uniao-sovietica.html

No fim de novembro de 2016 na Rússia era lançado o filme «28 homens do Panfilov», apoiado pelo Ministério da Cultura e baseado num dos mais conhecidos mitos soviéticos da II GM – a morte heroica dos 28 combatentes da 316ª Divisão do RKKA. Ação que nunca aconteceu e foi inteiramente inventada pela propaganda soviética.

Na mitologia soviético estes militares durante horas resistiram aos blindados do Wehrmacht, queimando 18 tanques e acabaram por morrer todos. A frase do comissário Klochkov, alegadamente dita aos seus soldados: «a Rússia é grande, mas não há para onde recuar – atrás está Moscovo!», era conhecida por cada estudante soviético. Até que em abril de 2015, o Diretor do Arquivo Estatal da federação russa, Sergey Mironenko contou ao jornal russo «Kommersant», citando os documentos de arquivo que na realidade os «28 homens do Panfilov» nunca existiram e que o seu ato heróico é uma invenção da propaganda soviética. O ministro russo de cultura, Vladimir Medinsky, criticou violentamente Sergey Mirinenko, chamando os que questionam a “lenda sacra” de “escória acabada”. A página Meduza.io analisa ao pormenor o mecanismo da fabricação dos elementos do mito soviético.

No dia de 16 de novembro de 1941, a 4ª companhia do 2º batalhão do 1075º regimento da 316ª divisão de infantaria do RKKA (posteriormente a 8ª divisão da guarda “Panfilov”) entrou em combate contra os blindados alemães. A companhia combateu heroicamente, morreram quase todos os seus elementos, mais de 100 pessoas.

Alguns dias depois, o correspondente do jornal militar soviético, “Estrela Vermelha” Koroteyev, encontrou, por acaso, o comissário Yegorov, afeto à 8ª divisão de “Panfilov”. Yegorov contou ao Koroteyev a história da batalha heróica da 5ª companhia (no início se falava da 5ª e não da 4ª companhia) que tinha ouvido do comissário do regimento que também não participou nos combates. Egorov aconselhou ao correspondente a escrever sobre o ato, após analisar os relatórios militares. Nos relatórios, de acordo com Koroteyev, estava escrito que a companhia estava “firme até a morte”, e apenas dois militares se acobardaram e pretendiam se render aos alemães, mas foram abatidos pelos camaradas. Nem o número de vítimas, nem os seus nomes eram mencionados no documento. Koroteyev não conseguiu chegar ao regimento e não falou com o comandante Kaprov, que também confirmou, mais tarde, de não falar com ninguém sobre o caso.

Em Moscovo, Koroteyev falou sobre o combate ao editor do jornal, David Ortenberg. Ortenberg perguntou o repórter duas vezes sobre o número de heróis mortos. Koroteyev disse que a companhia estava incompleta, por isso tinha, provavelmente cerca de 30 pessoas, mas dois eram traidores. Assim nasceu o número “28”, 30 menos dois (do relatório elaborado na base de investigação fatual, assinado em 10 de maio de 1948 pelo Procurador-chefe militar das forças armadas da URSS, Nikolai Afanasyev).

[A investigação revelou-se necessária porque desde 1942 começaram a aparecer vivos os militares pertencentes aos ditos “28 homens do Panfilov”, que foram dados como mortos. E quando apareceu o sétimo “ressuscitado”, começou a investigação. Os resultados foram entregues ao todo-poderoso Andrei Zhdanov, o secretário do Comité Central do PCUS de ideologia, e por várias décadas, ninguém sabia da sua existência].

No dia 27 de novembro de 1941 o “Estrela Vermelha” publicou um pequeno artigo “Os guardas Panfilov na batalha pelo Moscovo”. O artigo falava sobre o heroísmo da divisão Panfilov, e em particular sobre o combate da 5ª companhia. Koroteyev falou sobre a batalha, ele até inventava os nomes e os diálogos!

No dia seguinte, 28 de novembro, sobre o ato heróico dos “homens do Panfilov” já se falava no editorial do “Estrela Vermelha”, escrito pelo secretário literário do jornal, Krivitsky, que sabia do combate apenas através do Ortenberg. O artigo era chamado de “Testamento dos 28 heróis caídos”. O texto contava, incluindo sobre o traidor, que foi executado devido a covardia. Mais tarde, Ortenberg, explicou que devido as razões de conveniência política foi decidido “diminuir” o número dois traidores.

Quando o local da batalha foi liberado dos alemães, Krivitsky, incumbido pelo Ortenberg, se dirigiu ao local para descobrir os detalhes da ato heróico do regimento. No local da batalha foram encontrados três corpos. O comandante Kaprov não sabia os seus nomes e Krivitsky recebeu a lista dos militares do comandante da 4ª companhia, Gundilovich, mas a origem da lista é desconhecida. No dia de 22 de janeiro de 1942 no “Estrela Vermelha”, saiu a reportagem detalhada sobre o feitio, onde, em primeira mão são citados os nomes dos 28 heróis. É neste artigo pela primeira vez apareceu o comissário Klotchkov (morto em combate em 16 de novembro de 1941; no artigo anterior era chamado de “Diev”), que alegadamente proferiu a frase lendária (e totalmente inventada): “Trinta tanques, amigos, <...> teremos que morrer nós todos, talvez. A Rússia é grande, mas não há para onde recuar – atrás está Moscovo!”. No artigo Krivitsky escreveu que os detalhes foram lhe contados pelo soldado moribundo, Natarov, mas mais tarde admitiu que esta personagem foi a sua própria invenção literária.

Em 21 de julho de 1942 todos os 28 “homens do Panfilov” foram condecorados com o título de Herói da União Soviética, à título póstumo. Apenas alguns meses antes, um dos homens, considerado, até então, como o herói morto foi preso – Daniil Kuzhebergenov foi acusado de se render voluntariamente aos alemães. Ele confessou ser o mesmo Kuzhebergenov da lista dos “28 homens do Panfilov”, mas disse que não participou na dita batalha. Após disso, o comandante do regimento, Kaprov solicitou que na lista dos condecorados seja colocado um outro Kuzhebergenov – Askar. No entanto, descobriu-se que nenhum Askar Kuzhebergenov estava registado, nem na 4ª, nem na 5ª companhia.

Em novembro de 1947 foi preso Ivan Dobrobabin, que também alegadamente tinha morrido na batalha lendária. Ele foi acusado de traição. Segundo os investigadores, Dobrobabin se rendeu aos alemães e em 1942 tornou-se o chefe de polícia auxiliar na aldeia de Perekop da região de Kharkiv. Em 1943 foi preso pelas autoridades soviéticas, mas escapou, voltou aos alemães e retomou a sua posição. Durante a detenção, nos seus pertences foi achado o livro sobre o heroísmo dos “28 homens do Panfilov”, que Dobrobabin chamou de invenção. Quando se soube que estão vivas mais algumas pessoas da lista dos “28 heróis”, decidiu-se investigar as circunstâncias da famosa batalha, que, como se estabeleceu, nunca aconteceu na realidade.

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